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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Aikido tattoo
Não querendo fazer do blogue um «fotoblogue» de tatuagens, aqui vai mais uma do kanji de aikido, desta feita do Alexandre Francisco.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Tatuagem de AI KI DO
Vários são os praticantes que, marcados de alguma forma pelo aikido ou com significado especial para eles, chegam ao ponto de tatuar o kanji de aikido no seu corpo.
Aqui vai um exemplar recém-feito.
Recebido de um amigo.
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domingo, 11 de setembro de 2011
Vídeo promocional de aikido
Num dojo em Utrecht, de onde veio o Wolfswinkel, que marcou ontem um golo à ponta-de-lança dando os três pontos ao Sporting.
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Disse Morihei Ueshiba #4
Nunca temas quem te desafie, por muito imponente que seja.
Nunca desprezes quem te desafia, por muito insignificante que seja.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Ediberto Lima: Veni, Vidi, Vici
Foi na quinta-feira passada mas só agora tive oportunidade de ver.
Ediberto Lima, o Senhor Televisão em Movimento, esteve no 5 para a meia-noite e esteve muito bem.
Não vi todos os programas mas arriscaria dizer que foi a primeira vez que vi o apresentador à rasca com o seu entrevistado. Normalmente verifica-se o contrário sobretudo quando é Pedro Fernandes ou Nilton o «pivot» do programa.
Só mesmo o Senhor Televisão em Movimento poderia ir a um programa daqueles e «partir a louça toda».
Depois da polémica em torno do Bar da TV, Ediberto deixou de estar na linha da frente da TV portuguesa mas nem por isso o seu historial e mérito profissionais saem manchados, antes pelo contrário.
Mal comparado, um pouco como Ricardo Carvalho. Provavelmente não voltará à selecção nacional mas nem por isso deixará de ser considerado como um dos melhores centrais do planeta no seu tempo.
Mas quando Ediberto chegou a Portugal, há 18 anos, foi mesmo assim: Veni, Vidi, Vici.
Ediberto Lima andou no topo da TV portuguesa durante quase dez anos e sabe muito da poda. O resto é conversa.
Quando se anda no topo é normal que se crie alguns inimigos. Como Mourinho foi criando.
À pergunta «como acha que é visto em Portugal?» respondeu: «antes de responder a isso, vou plagiar uma frase do Alberto João Jardim que eu acho fantástica: 'Desculpa lá pá, quem não tem inimigo é um merda.' Eu devo ter muitos, porque sou um cara muito frontal, digo o que me vem à cabeça, não gosto de censura».
Por isso, nem de propósito, Ediberto Lima vai lançar um livro: Ediberto Lima - O Deus e o Diabo da Televisão em Movimento. Sempre polémico e com humor Ediberto diz que é «o livro certo para estudantes, estagiários e paraquedistas da comunicação». Promete dar dicas e «falar sobre o passado, o presente e o futuro da caixa que mudou o mundo». Será lançado no próximo domingo às 20h na Fnac do Colombo.
Ediberto não se ficou por aqui e tem um novo projecto no Regiões TV como director artístico.
Numa nota mais pessoal posso dizer que tive o privilégio de ter o Ediberto Lima como meu aluno de aikido. Mas tão ou mais importante que isso tive o privilégio e a honra de me iniciar no ensino do aikido a convite do Ediberto Lima, tinha eu 18 anos de idade.
Ainda hoje mantenho essa ligação com o Ediberto e ainda hoje tenho que lhe agradecer essa «aposta» em mim e por me proporcionar ano após ano, sem saber, indirectamente, uma evolução contínua na difícil arte do aikido assim como àqueles que comigo têm praticado.
Ediberto Lima que é um praticante de artes marciais desde infância com particular ênfase no karate.
Ao Ediberto Lima o meu obrigado. E votos de sucesso para o novo projecto!
Domingo tentarei lá estar. Quero o livro autografado, pois claro.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Equívocos comuns sobre a História do Aikido
Foi este o título que o historiador de aikido, fundador e editor do Aikido Journal, Stanley Pranin, deu numa publicação recente no seu site.
Lançou a pergunta aos leitores se já tinham ouvido ou lido alguma das afirmações que de seguida enuncia, deixando a dica que elas são erróneas (algumas, pelo menos). Gerou alguns comentários interessantes.
Mas ele bem avisa que a visão do Aikido Journal - em publicação há mais de 37 anos - não é a mainstream, a mais ortodoxa. No entanto, o trabalho levado a cabo por Stanley Pranin é absolutamente extraordinário. São toneladas de artigos, vídeos, entrevistas e mais diverso material relativo a esta arte marcial japonesa.
Se a história do aikido fosse ensinada num qualquer curso universitário era certinho que havia matéria de estudo para, no mínimo, dois semestres.
Algumas das afirmações lançadas por Stanley Pranin, num jogo engraçado com os leitores, foram as seguintes:
2. Morihei Ueshiba aprendeu com Sokaku Takeda somente durante um curto tempo. Daito-ryu foi uma das várias antigas artes marciais que influenciaram o aikido. Morihei criou o aikido a partir de diversas origens técnicas, não sendo o Daito-ryu a principal.
![]() |
| Sokaku Takeda |
Aparentemente, falso, no que concerne ao taijutsu, as técnicas sem armas. Segundo parece toda a panóplia técnica do aikido deve em muito ao Daito-ryu, fundado por Sokaku Takeda, que chegou a ter M. Ueshiba como aluno. O que O'Sensei fez ao nível técnico foi melhorar e evoluir a antiga arte de Takeda, pelo menos inicialmente.
4. O filho de Morihei, Kisshomaru, foi preparado para suceder ao seu pai desde a infância.
Dificilmente poder-se-á dizer que esta afirmação é verdadeira. Kisshomaru é o terceiro filho varão
5. Morihei Ueshiba tomou um papel activo na disseminação do aikido pós-guerra.
![]() |
| K. Ueshiba |
O termo «aikido» foi adoptado, burocraticamente, em 1942, ano em que M. Ueshiba se retira para Iwama. Desta data em diante O'Sensei dividia o seu tempo entre Iwama e Tóquio (e outras viagens pelo Japão) pelo que papel activo na disseminação do aikido não teve muito, a não ser um papel de inspiração (não menos prestigiante, acrescento) para os praticantes da época. Inclusive, parece que O'Sensei nem sempre era bem-vindo ao Hombu Dojo, não só pelo seu carácter irascível mas também por ser crítico com a instrução dada na Aikikai.
6. Instrutores de aikido no pós-guerra estudaram directamente com Morihei Ueshiba durante largos períodos de tempo nos anos 50 e 60.
Dependerá sempre do que é que cada um entende por largos períodos de tempo mas dificilmente, de 42 em diante, poder-se-á ter sido aluno directo de O'Sensei durante «largos períodos de tempo», ainda para mais com a sua retirada para Iwama e com a sua presença intermitente e aleatória em Tóquio. No entanto é preciso ter cuidado aqui pois poderá ter tido deshis que viajaram juntamente com ele despendendo, assim, tempo com M. Ueshiba e, desta forma, poderão ter obtido um contacto mais próximo com O'Sensei.
Há outros pontos lançados a lume por Stanley Pranin mas com os quais ou não tenho tanto interesse ou pura e simplesmente não conheço e não tenho nada a dizer. Mas nada que uma investigaçãozinha pelo Aikido Journal não nos dê mais algumas respostas ou possíveis respostas.
Enfim, eu tentei jogar o jogo do Stanley Pranin. Pranin promete manter a chama viva e continuará a publicar nos próximos tempos mais material acerca destes pontos por ele invocados tentando explicar aquilo que, através do trabalho por ele realizado, lhe foi dado a conhecer.
Se algumas matérias são factuais e dificilmente fugirão a uma «realidade histórica», há outras que poderão ser discutidas infindavelmente.
Mas é através da discussão, da pesquisa e da perseverança que se alcança a... iluminação.
Vamos ver o que os próximos capítulos nos trazem!
Links de interesse:
“Common Misconceptions about Aikido History,” by Stanley Pranin
“Whose Aikido Are You Practicing?” by Stanley Pranin
Kobukan Dojo Era (Part 1)
Kobukan Dojo Era (Part 2)
Aikido in the Postwar Years - Part 1: 1946-1956
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Aikido
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Carta ao Olimpo
Da autoria do convidado Paulo Reis Costa
(ver aqui o 12º Trabalho de PRC)
Na minha última crónica aqui publicada expliquei quem eu era, donde vinha e para aonde queria ir ou mais concretamente quais os meus desígnios.
Agora aproveito esta oportunidade para colocar à vossa disposição uma cópia da última carta que enviei aos deuses do Olimpo...
“Oh meus deuses,
Como vão as coisas aí no Olimpo? A Moody’s ainda não vos colocou na categoria junk?
Escrevo esta carta porque ao fim de algum tempo de prática da disciplina, a que os humanos chamam de Aikido, começo a entender o significado da expressão “Ganda Lata!”
Então é assim... o meu professor numa das últimas aulas fez, perante a estupefacção de todos, um exercício que pretendia demonstrar como se deve cair. Observámos a execução magistral de um duplo flique flaque à rectaguarda seguido de um triplo mortal encarpado. No fim olhou para nós e sorrindo disse-nos: «É fácil. O corpo sabe o caminho...» Ora aqui está um não exemplo da expressão «Ganda Lata!». Já explico... antes e em resposta apraz-me reportar o pensamento que tive na altura, a saber: «Sensei! o único caminho que o meu corpo sabe é calcular a distância mais curta e mais rápida entre o tatami e o chuveiro sem dar muito nas vistas.»
Numa outra ocasião em que treinávamos uma técnica em que consistia agarrar o oponente, fazê-lo passar pela nossa zona lombar e depois projectá-lo... Bom, ao fim de 20 minutos de muita centrifugação em que já não conseguia distinguir as costelas flutuantes das estabilizadoras, o sensei chegou-se ao pé de nós os sete (eu, o meu parceiro e as peças que ficaram pelo caminho, entenda-se) olhou para mim e disse-nos: agora vou exemplificar com o Costa (nome pelo qual sou conhecido aqui na paróquia): Porreiro pá! – Pensei eu... e pronto, ele era Costa com tudo, tudo com Costa, Costa para lá, Costa para cá... No final e depois de eu já só sentir os olhinhos a mexerem, o sensei bondosamente perguntou-me «o Costa sente-se bem?»
Ora aqui está um outro não exemplo da expressão “Ganda Lata!” - é pura e simplesmente o desmistificar e deitar por terra a expressão futebolística de que «o comboio não passa duas vezes na estação...» Neste caso perdi a conta às vezes que o comboio passou.
Passo a explicar: os casos citados são meramente manifestações de afecto, porque “Ganda Lata!” é ver o José Castelo Branco a passear a sua classe (?!) no meio de tribos africanas numa de macho dominante!!
E termino esta missiva com sentimento de grande saudade, que subscrevo com elevada estima e consideração por todos vós.
Alfa Zema
P.S.: Alguém me pode enviar uma mensagem a confirmar se os meus pais receberam a garrafinha de Fiúza Reserva Tinto que lhes enviei ? Pode ser por sms...”
(ver aqui o 12º Trabalho de PRC)
Na minha última crónica aqui publicada expliquei quem eu era, donde vinha e para aonde queria ir ou mais concretamente quais os meus desígnios.
Agora aproveito esta oportunidade para colocar à vossa disposição uma cópia da última carta que enviei aos deuses do Olimpo...
“Oh meus deuses,
Como vão as coisas aí no Olimpo? A Moody’s ainda não vos colocou na categoria junk?
Escrevo esta carta porque ao fim de algum tempo de prática da disciplina, a que os humanos chamam de Aikido, começo a entender o significado da expressão “Ganda Lata!”
Então é assim... o meu professor numa das últimas aulas fez, perante a estupefacção de todos, um exercício que pretendia demonstrar como se deve cair. Observámos a execução magistral de um duplo flique flaque à rectaguarda seguido de um triplo mortal encarpado. No fim olhou para nós e sorrindo disse-nos: «É fácil. O corpo sabe o caminho...» Ora aqui está um não exemplo da expressão «Ganda Lata!». Já explico... antes e em resposta apraz-me reportar o pensamento que tive na altura, a saber: «Sensei! o único caminho que o meu corpo sabe é calcular a distância mais curta e mais rápida entre o tatami e o chuveiro sem dar muito nas vistas.»
Numa outra ocasião em que treinávamos uma técnica em que consistia agarrar o oponente, fazê-lo passar pela nossa zona lombar e depois projectá-lo... Bom, ao fim de 20 minutos de muita centrifugação em que já não conseguia distinguir as costelas flutuantes das estabilizadoras, o sensei chegou-se ao pé de nós os sete (eu, o meu parceiro e as peças que ficaram pelo caminho, entenda-se) olhou para mim e disse-nos: agora vou exemplificar com o Costa (nome pelo qual sou conhecido aqui na paróquia): Porreiro pá! – Pensei eu... e pronto, ele era Costa com tudo, tudo com Costa, Costa para lá, Costa para cá... No final e depois de eu já só sentir os olhinhos a mexerem, o sensei bondosamente perguntou-me «o Costa sente-se bem?»
Ora aqui está um outro não exemplo da expressão “Ganda Lata!” - é pura e simplesmente o desmistificar e deitar por terra a expressão futebolística de que «o comboio não passa duas vezes na estação...» Neste caso perdi a conta às vezes que o comboio passou.
Passo a explicar: os casos citados são meramente manifestações de afecto, porque “Ganda Lata!” é ver o José Castelo Branco a passear a sua classe (?!) no meio de tribos africanas numa de macho dominante!!
E termino esta missiva com sentimento de grande saudade, que subscrevo com elevada estima e consideração por todos vós.
Alfa Zema
P.S.: Alguém me pode enviar uma mensagem a confirmar se os meus pais receberam a garrafinha de Fiúza Reserva Tinto que lhes enviei ? Pode ser por sms...”
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Harmonioso
Para ver com melhor qualidade seleccionar 720p onde diz 360p na barra em baixo.
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sábado, 16 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Não é um mestre de aikido a dizê-lo mas podia ser
Anyone who stops learning is old, whether at twenty or eighty. Anyone who keeps learning stays young.
Henry Ford
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
Ninguém sabe o que é o Aikido
Ninguém sabe o que é o aikido. Ninguém conhece. Hein? Isso é o quê? É esta a minha experiência.
Diria que em cada dez pessoas, cerca de duas sabem o que é o aikido. Isto é, em cem, vinte devem saber o que é o aikido. E estou a ser muito, muito generoso.
Isto se pensarmos na população portuguesa em geral, claro. Podemos ver a coisa da seguinte perspectiva: 1) população portuguesa em geral, 2) população portuguesa praticante de uma actividade física/desportiva/o que quiserem (karate, aikido, surf, ginásio) e 3) praticantes de artes marciais.
É claro que em relação ao ponto três a relação já não é de dois em dez. É muito superior. Mas que diabo, é normal. Se são praticantes de artes marciais à partida deverão conhecer o aikido. Afinal de contas, no meio, o aikido não é assim tão desconhecido como isso, digo eu.
Em relação ao ponto dois é capaz de a relação dois em dez ser também ligeiramente superior. Segundo dados do INE (Estatísticas da Cultura, Desporto e Recreio, 2005), este tipo de indivíduos (e aqui excluo as gentes do ginásio, penso eu) existem cerca de 450 mil praticantes inscritos em Federações Desportivas (entram nestas contas, claro, Federações como as de Judo e Aikido). Ou seja, se pensarmos estritamente nestes 450 mil praticantes do país, também me parece que a relação de dois em dez ou vinte em cem cresce um pouco.
Mas eu com esses posso eu bem.
E o resto?
O ponto um. A população em geral. Aikido? Isso é o quê? Come-se?
Ninguém sabe o que é.
Dito isto, pego agora no judo e no karate. As primeiras artes marciais a aparecer em Portugal.
E pergunto: mas alguém não sabe o que é o judo ou o karate? Sabem.
Note-se: não digo que a população saiba se no judo se manda bolas de fogo do rabo ou se no karate se manda pinotes, raios dos olhos ou assim. Não. Eu até acho que no geral nem se sabe concretamente o que se pratica (não tem mal). Mas sabe-se que o judo e o karate são uma coisa que diz respeito a outra coisa chamada artes marciais. Isto sim, a maioria sabe.
O judo ganhou forma em Portugal no final dos anos 50 do século passado. Actualmente o judo possui, segundo a Federação Portuguesa de Judo, cerca de 12 mil praticantes federados e possivelmente mais 4 mil não federados. Estamos a falar por isso de 16 mil praticantes (números de 2003). E entre 1997 e 2001 houve um crescimento anual de 12,3%. Muito bom!
O karate, que aparece em Portugal no início da década de 60 tem qualquer coisa à volta de 14 mil praticantes (federados, julgo, segundo os mesmos dados do INE, de 2005).
Já no aikido, segundo a Federação Portuguesa de Aikido, existe qualquer coisa como, números redondos, mil praticantes no país. Se pensarmos nos praticantes não federados poderemos talvez incluir mais uns 300, 400, 500? No máximo em Portugal poderá haver cerca de 1500 praticantes. E já é com boa vontade.
Neste mesmo documento é possível ver que entre 2004 e 2009 os números oscilaram entre os 800 e os mil praticantes. Ou seja, existem mil praticantes, mas à custa.
Como inverter então esta tendência de que «ninguém conhece ou sabe o que é o aikido?».
Pois, não sei. Se soubesse não estaria por detrás de um computador a mandar bitaites. Estaria nos lugares de decisão a executar mudanças.
Mas o que sei é que o que tem sido feito até hoje, apesar de nítidos progressos desde a introdução do aikido em Portugal em finais dos anos 60, tem sido manifestamente insuficiente no que à divulgação da arte diz respeito.
Este número de mil praticantes é paupérrimo.
Bem sei que o aikido tem «problemas» que artes como o judo, karate ou taekwondo não têm. Sendo o primeiro deles que no aikido não existe competição, não ganha taças nem aparece em jornais ou televisão.
Mas também não é bem assim. Recentemente Portugal esteve representado no SportAccord Combat Games 2010 de Pequim. Que eu tenha visto, nada foi comunicado na imprensa nacional. Vamos lá, portugueses na China, a representar o país. Mesmo que não houvesse taça para ganhar. Já vi notícias a saírem cá para fora sobre desporto com muito menos relevo. Mais uma oportunidade perdida de divulgar o aikido. Afinal sempre pode aparecer na comunicação social.
Outro exemplo: o 2º Encontro Nacional de Aikido para Jovens realizou-se ontem num maravilhoso sítio, em Sintra. Dos dojos mais bonitos do país.
Isto dá notícia, dá uma peça de televisão ou uma reportagem no jornal (nem que fosse num qualquer regional), se contactos tivessem sido encetados nesse sentido.
Uma excelente iniciativa em prol da divulgação do aikido mas não totalmente bem executada sob este ponto de vista.
Não sei a quem caberá a maior responsabilidade da falta de uma forte e boa divulgação do aikido junto da sociedade e do país. Se cabe à FPA (seja por ela própria ou financiando as associações) se às associações com os seus meios metendo mãos à obra.
O que sei é que ninguém sabe o que é o aikido e, a não ser que alguém ache que mantendo a arte «secreta» ou estilo «orgulhosamente sós» salazarista seja positivo para o aikido, urge então inverter esta tendência.
É premente transformar o rácio de dois em dez para três, quatro, cinco em dez que seja. Não tenham dúvidas, seria já uma grande vitória. Isto não significaria que em dez automaticamente cinco estariam interessados em iniciar a prática. Mas seguramente que paulatinamente mais e mais, por via de conhecerem a arte, iniciariam a prática.
Já não sei se foi o taekwondo, ou outra arte marcial qualquer, que esteve presente na telenovela Morangos com Açúcar. Imagine-se, ROI de borla (à partida). É com estes pequenos gestos, com estas pequenas iniciativas que se vai abrindo cada vez mais os horizontes da(s) modalidade(s).
O taekwondo, que surgiu em Portugal em 1974, tem quase tantos cinturões negros como praticantes de aikido: 747 (números de 2002). O estilo Songahm, em Portugal somente desde 1991, tem já cerca de 500 praticantes, metade dos praticantes de aikido.
Bem sei que estas artes que mais referi, nomeadamente o judo e o karate, por terem sido as primeiras e por terem competição (duas razões, assim de repente) são mais populares.
Mas que diabo, nada acontece por acaso. Não criemos bichos-papões.
O aikido também pode ser cool e apelativo sem perder, ao mesmo tempo, a sua sobriedade, etiqueta e disciplina.
Basta haver mais trabalho, empenho e dedicação nesse sentido. Actualmente o trabalho existente nesse sentido roça o zero, a meu ver. Resume-se ao simples website ou cartaz espalhado aí na rua no sentido de tentar angariar mais uns alunos para o «meu» dojo.
É insuficiente.
Assim, daqui a dez anos continuará a não saber-se o que é o aikido. Assim, daqui a dez anos dificilmente chegaremos aos dois mil praticantes. Será uma meta assim tão obtusa? Com trabalho, inteligência e criatividade tenho a certeza que não.
Esta reflexão não é, de forma alguma, uma crítica dirigida à FPA ou às associações.
É mesmo uma crítica a todos nós (eu incluído) pela deficiente divulgação que temos feito da arte ao longo dos anos. É uma crítica a todo o aikidoca português, seja ele homem, mulher, federado, não federado, dirigente, não dirigente, vegetariano, gordo, magro, alto ou baixo. Todos.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
E esta, hein?
E esta, hein?
Pois que ela não sabia o que era o Aikido e com muito receio lá acabou por responder «branca». Ena!
Fiquei com a ideia que o Malato também não conhecia a arte assim como outro participante que também disse não conhecer o Aikido.
Achei piada.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Disse Morihei Ueshiba #3
Assim que te preocupas com o «bom» ou o «mau» dos teus companheiros, crias uma abertura no teu coração para que a malícia entre. Testar, competir com, e criticar outros enfraquecem-te e derrotam-te.
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Esgravatando o meu baú
Andava no outro dia a esgravatar o meu baú, leia-se um dossiê onde guardo alguns documentos antigos relativos ao aikido, e relembrei os já esquecidos Boletins da Federação Portuguesa de Aikido (FPA).
O Boletim da FPA foi sempre gratuito e numa primeira fase chamava-se «Boletim trimestral da Federação Portuguesa de Aikido», até ao nº. 4. Depois talvez por não se conseguir lançar o Boletim com a periodicidade desejada, a partir do nº. 5 já só se chamava «Boletim da Federação Portuguesa de Aikido».
Todos os Boletins consistem em três folhas (seis páginas), com uma no meio sempre solta.
Só tenho em minha posse do nº. 2 ao nº. 6 (do dois ao quatro tenho até repetido). Não tenho é o primeiro fascículo, infelizmente. E sem certeza, penso que o Boletim da FPA morreu no nº. 6. Talvez uma morte já anunciada uma vez que o nº. 5 data de Junho de 2000 e o nº. 6, mais de dois anos depois, data de Novembro de 2002.
Irei contactar a FPA no sentido de saber se ainda possuem em arquivo o boletim nº. 1 e se existe mais algum depois do nº. 6. Caso a resposta seja negativa, se alguém me quiser disponibilizar ou vender o boletim nº. 1 eu comprá-lo-ei.
Gostaria de prestar um serviço mais completo e disponibilizar todos os Boletins que tenho na íntegra mas o facto de não ter scanner impossibilitou-me tal serviço. Vai assim, com o telemóvel e de forma incompleta.

Como é visível, todos estes Boletins tinham o símbolo e designação antigos - Federação Portuguesa de Aikido-Aikikai. A designação entretanto mudou e o símbolo actual é o do início deste post e tem «FPA» no lugar de «Aikikai».
O Boletim nº. 2 corresponde a Outubro-Dezembro de 1998 e tinha em capa o anúncio de «um grande estágio internacional» com a recepção, de novo, do Mestre Tamura, em Lamego.
O editorial deste número não foi assinado e o grosso é visível na imagem, consistindo no anúncio dos novos orgãos da FPA eleitos em Outubro de 1998 assim como os objectivos dessa direcção.
Clicar nas imagens para ver em formato maior
Capa do Nº. 2 do Boletim trimestral da FPA - Outubro-Dezembro 1998
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domingo, 8 de maio de 2011
Até o Chuck Norris sabe kotegaeshi!
Mesmo no final do vídeo. E sem duplo!
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Artes Marciais
terça-feira, 26 de abril de 2011
Agradável vídeo
Bela música. Alguém sabe de quem é?
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Já sei de quem é. Publicarei no blogue em momento oportuno! Obrigado à Rute.
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sábado, 16 de abril de 2011
Em memória de Seiichi Sugano Shihan
Vídeo soberbamente bem concebido.
Fabuloso a forma como é metido e trabalhado o som (para não falar do resto) deste vídeo - quase que me deixa sentir o que se está a passar; quase que parece que sou eu que estou a receber a técnica do executante. Muito bom.
Boa homenagem a Sugano sensei.
O site do trabalho.
Obrigado ao Paulo Costa pela dica.
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terça-feira, 5 de abril de 2011
Sofre de tonturas? Então não veja
Se algum dia fizerem um videjogo de Aikido na primeira pessoa aqui fica uma ideia do que poderia ser: uma confusão.
Pena a câmera não ter sido instalada na cabeça, de facto (está no peito). Daria outra estabilidade à coisa.
Se bem que, na terceira pessoa, se calhar já ficava um jogo engraçadinho...
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