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domingo, 9 de outubro de 2011
Mou habla en el campo
Eu nem jogador da bola sou e só de ver este vídeo não me importava de ser treinado por Mourinho.
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Futebol
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Descanso do Leão
Foto de Michael Krom (clicar para imagem em formato maior)
Depois de mais de cem minutos seguidos a jogar 10 contra 11, o Leão tem agora o seu merecido descanso.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Uma análise aos programas da bola
Análise essa que não é de minha autoria, aviso já.
Mas é uma belíssima análise. Deu-me um gozo imenso lê-la pois significa que não ando sozinho nesta vida de papar todo e qualquer programa da bola. Mas mais gozo me deu sabendo que este espectador é capaz de analisar estes programas da bola sem se embrenhar directamente com eles (apesar de ser adepto de um clube, o Benfica, tal como eu sou adepto de um clube).
É só por isso que a análise é interessante e merece a pena ser lida, para quem gosta do tema, é claro.
Por último dizer só que nem sequer concordo com tudo. Teria algumas coisas a apontar (especialmente na parte de Eduardo Barroso) mas não quero atropelar esta bela análise com uma outra minha.
Fica talvez para depois.
Aqui vai disto:
Eduardo Barroso no "Prolongamento" da TVI24
Os intermináveis programas televisivos em que se discute afincadamente sobre bola inundam os nossos canais televisivos: que me lembre, muito rapidamente, há o "dia seguinte" na SICN, o "trio de ataque" na RTPN, o "prolongamento" na TVI24, o "mais futebol" na TVI, o "tempo extra" na SICN (este em versão de monólogo, de Rui Santos) e, certamente, haverá mais alguns.
Só à conta dos que citei, contabilizo aproximadamente 7 horas de emissão semanal.
Algum problema? Nenhum. São horas a fio, que só vê quem quer, em que se discute sempre a mesma coisa, com os mesmos argumentos.
Há programas em que os próprios comentadores confessam que não viram os jogos que servem de tema ao programa da semana. Mas discutem na mesma. Os lances, os árbitros, o sistema, a personalidade de quem manda nos clubes, os treinadores, as transferências. Tudo ao mais ínfimo pormenor, num estilo politicamente correcto doentio (do estilo: "esperemos que esta semana todos os clubes portugueses façam bons resultados na UEFA", "é importante que o Sporting recupere desta fase para a saúde do futebol português", etc.).
Não tenho rigorosamente nada a opor a este formato televisivo. Sempre que posso, vejo. Relaxa-me imenso, à excepção dos momentos em que as discussões pretendem ter uma dignidade a que não podem almejar: é insuportável, por exemplo, quando se gastam largos minutos a discutir o regime jurídico das Federações, ou os efeitos da "Lei Bosman" (que não é uma lei). Não é para isso que estes programas servem: servem, isso sim, para discutir "bola". Ponto final, parágrafo.
Ultimamente, o marasmo tem invadido estes espaços.
Rui Santos é insuportável. Na vaidade, no pretensiosismo. Na banalidade da análise, mesmo tratando dos assuntos que trata. Em suma: uma prosápia inaudível, de gosto mais do que duvidoso.
No "Trio de Ataque", só me divertem os dislates de António Pedro Vasconcelos e a chacina a que se presta por banda de Miguel Guedes, que invariavelmente o trucida. Mas é um espectáculo demasiado cruel para entreter. Quanto a Rui Oliveira e Costa, só me deleitam os constantes pontapés no português que julga que fala bem: já disse inúmeras vezes "façamos aqui um supônhamos" e repete incessantemente "Percebestes? Compreendestes?". A seguir, com ar pomposo, goza com Jesus porque este "não sabe comunicar". Enfim, para um sindicalista com tiques de visconde, não está mal.
No "Dia Seguinte", já só tem piada o frenesim entre Rui Gomes da Silva e Guilherme Aguiar quando o Benfica ameaça o FCP e Guilherme Aguiar se enerva. Como o Benfica tem ganho pouco (ou nada), pouco de interessante tem havido para ver. Sobra Dias Ferreira, o "grande homem", que tem perdido toda a piada e interesse desde que vestiu uma pele mais pacífica e institucional: efeitos da postura "presidenciável" que assumiu desde a última corrida à liderança do SCP.
Já no "Prolongamento" da TVI24 há Seara, Eduardo Barroso e Manuel Serrão (que substituiu, há uns tempos, o malogrado Pôncio Monteiro).
Seara está igual a si próprio: esperto, sabe que interessa dizer o mínimo, não hostilizar os outros e esperar que o ar de avôzinho simpático lhe continue a render o mediatismo acumulado ao longo de todos estes anos. Seara sabe que "é quem é" à custa destes formatos televisivos. Não está lá, por isso, por causa do Benfica. Está lá, única e simplesmente, por causa dele próprio. O que é um tédio, para quem está a ver (até porque a personagem tem zero de aliciante e menos ainda de estimulante).
A dinâmica do programa é, assim, assegurada pela tensão constante entre Eduardo Barroso e Manuel Serrão.
Sobre o último, interessa dizer que dá gozo vê-lo porque discute bola em televisão como se dicute bola no café. Boçalmente, às vezes com piada, num estilo jocoso, sempre à procura de amesquinhar o adversário. Não tem teorias pretensiosas, é o adepto puro. É isto que se quer, apesar do personagem ser incomodativo. Especialmente, para quem é do Benfica, como eu.
O antagonista de Serrão é Eduardo Barroso.
Barroso é fabuloso e é dele que me apetece falar.
Barroso berra com Serão e diz-lhe, autoritariamente, que o interrompe "quando quiser".
Barroso faz notar a Serrão que troca os "v"'s pelos "b"'s.
Barroso é sincero e emotivo. Enfurece-se e exalta-se. Mas também se comove e pede desculpa. É uma personalidade completa, feita, pois, da inerente complexidade.
Os tiques autoritários e de arrogância vai buscá-los a uma vaidade - que não esconde, mas daí não vem mal ao mundo - de ser um dos melhores médicos da Europa. Por isso manda calar Serrão, quando perde a cabeça, e berra descontroladamente com Seara, quando perde as estribeiras. Barroso está-se nas tintas, porque não depende dos programas televisivos sobre bola para nada. Por issso, desfruta-os. No seu melhor: está ali para vibrar, como nas bancadas de Alvalade, pelo "seu" Sporting. E isso diverte. Pela inteligência e pela autenticidade.
Eduardo Barroso sabe que percebe pouco de bola. A ele basta-lhe saber que é golo quando a bola entra na baliza e compreender a regra do fora de jogo. Sabe poucos nomes de árbitros (mas chama-lhes todos os nomes), não faz ideia do que uma equipa deve fazer em campo. Mas está-se borrifando, e bem. O que lhe interessa é a glória do seu clube, semana a semana.
Depois, Barroso sabe que sofre de uma malapata cruel: ser do Sporting. E compraz-se com isso, num exercício divinal de comoção passional e inteligência emocional. É por isso que tem insistido na tese de que os árbitros, antes de apitarem o Sporting, deviam consultar um psicanalista, de modo a contrariarem o seu subconsciente, que malevolamente os leva a prejudicarem o Sporting. Barroso diz isto a sorrir (mas convictamente), juntando vários argumentos e exibindo lances que servem de prova à sua teoria. Várias vezes, para estupefacção de Serrão, que se inquieta. É brilhante...sugere-lhes até o especialista, seu colega, a quem deveriam recorrer.
Mas bom, bom, é o desprezo que o próprio Barroso já não esconde pelo formato do programa: o que ele quer é divertir-se e, com isso, diverte-me imenso. Um exemplo? O do último programa: "Eduardo, o que achou do jogo da selecção nacional contra Chipre?". Resposta, com ar matreiro e um sorriso genuíno: "Uma merda. O jogo foi uma merda". A verdade no seu estado mais puro, dita com as palavras de um adepto. Que não precisa de se dar ares intelectualóides para sobreviver. Que está ali como está na bancada: sabendo pouco ou nada de bola, vibrando pelo seu clube.
Quando tirarem Eduardo Barroso dali (vai haver, aposto, algum iluminado que se indignará com o seu jeito politicamente incorrecto - neste pobre país é sempre assim) acaba o programa. No seu género, é o último que resta.
Por Hugo M. Duarte Fonseca no blogue Arruadas.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Capitão América
Depois d'A Bola ter apelidado Oguchialu Onyewu de Capitão América eis que um sportinguista produziu esta belíssima imagem do americano.
Via O Cacifo do Paulinho.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Artur - o melhor depois de Preud'Homme?
Até ver, sim.
Claro que se de repente começar a claudicar, o futebol rapidamente encarregar-se-á de transformar o bestial em besta.
No entanto, depois de Bossio, Moreira, Rui Nereu, Butt e Roberto (os que me lembro assim de repente e alguns destes eram tão maus que não raras vezes faziam um jogo de futebol parecer uma peça de humor), Artur é aquele que pela primeira vez parece convencer a cem por cento depois da lenda Preud'Homme. Um guarda-redes que pela primeira vez impõe algum respeito e do qual se espera sempre boas respostas dentro de campo. Os outros citados (Moreira ainda foi o melhor) era quase sempre um ai Jesus. De Roberto então nem se fala, claro.
Via agora o jogo do SL Benfica ante o Twente (já na Holanda Artur esteve exemplar) e até no golo sofrido, marcado por Ruiz, Artur quase quase chegou lá, naquele tipo de lance em que os guarda-redes costumam ficar só pregados ao chão, sem reacção.
Até no sofrer deste golo gostei de Artur.
Excelente contratação a «custo zero». Envergonham os 8,5M € pagos por Roberto.
Adenda
Esqueci-me de outros três guarda-redes do Benfica. Um óbvio: o Quim. Sobre este esquecimento já me retratei na caixa de comentários.
Houve ainda o já falecido Robert Enke, o melhor dos por mim já citados.
E finalmente o Moretto que, juntamente com Bossio e Roberto, completa o pódio dos piores guarda-redes que passaram pelo Benfica pós-Preud'Homme.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Ponto da situação
O FC Porto, para uma equipa que continua sem qualquer baixa relevante em relação ao plantel do ano passado esbanjou a bem esbanjar o seu dinheirinho.
20 milhões de euros (quatro milhões de contos...) pelo Danilo ala direito do Santos, mais quase 10 milhões pelo Alex Sandro e não sei quê.
Ia jurar que nem há cinco anos atrás estes valores eram impensáveis para a nossa liga e para clubes com passivos tão avultados. É verdade que o FC Porto acaba de conquistar mais um título europeu (e tudo o resto) mas os valores da Euroliga andam longe, e bem longe, dos valores praticados pela máxima competição Champions.
É estranho pois no passado recente o FC Porto reforçou-se bem, quase sempre muito bem, sem ter que despender somas avultadas, vide Falcao (4M), Fucile (600m), Belluschi (5M), Sapunaru (5M), Luís Fabiano (5M), etc., etc.
Ou pelo menos são mais as boas contratações sem somas avultadas do que aquelas com valores quase pornográficos para a nossa liga (apesar de o valor de algumas destas compras não corresponderem à totalidade do passe dos jogadores, mas ainda assim...).
Por isso, e porque quando se compra um jogador corre-se sempre o risco de se apanhar um qualquer Luís Fabiano (fiasco no Dragão), mais vale correr esse risco despendendo 5M do que quatro vezes mais esse valor. Mas lá está, quem ganha o que ganha há três décadas, pode dar-se a estes luxos, I suppose.
FC Porto é, até ver, o principal candidato ao título apesar de o novo treinador, Vítor Pereira, ser uma incógnita. Mas Villas-Boas também o era e foi o que foi, terminando o campeonato sem qualquer derrota.
O SL Benfica gastou também uma pipa de massa mas em mais jogadores. Nolito e Witsel são os que saltam mais à vista. Pessoalmente sou fã de jogadores como o Witsel e o Benfica é bem capaz de ter encontrado o seu novo Ramires ali (combativo, alta rotação durante os 90 minutos, forte nas transições defensivas e ofensivas).
Jesus esta época terá a vantagem de ter um plantel mais vasto e com mais soluções do que na época transacta. A época passada várias foram as vezes que Jesus viu ora a asa esquerda ora a direita ficarem desfeitas caso os seus titulares (Gaitán e Salvio) se lesionassem ou ficassem castigados. Acontecia que à esquerda tinha que entrar o C. Peixoto e à direita jogava o C. Martins. Não era a mesma coisa, de facto.
Este ano as soluções são outras e mais vastas para essas alas (Nolito, Gaitán, Enzo Pérez e eventualmente Witsel, Jara e Bruno César).
Se Jesus conseguir arranjar um onze base à imagem dos seus primeiros dois anos e desta feita conseguir fazer rodar a equipa em alguns jogos (sem perda de qualidade na dinâmica de jogo) então o SL Benfica é um sério candidato ao título.
Falta só perceber se Cardozo fica ou sai. Mas uma coisa é certa, se vier o Hugo Almeida o Benfica melhor servido não fica. Como qualquer adepto de futebol que se preze, não vejo futebol por causa do Cardozo. O Cardozo não é propriamente sinónimo de magia. Mas ele sabe fazer três coisas: pontapé canhão, marcar golos de livre directo descaído para a direita (é um penálti para ele ainda que seja uma nódoa nos penáltis per se) e encostar a redondinha lá para dentro. Chega e sobra (ó se sobra!) para um ponta-de-lança da liga portuguesa e Hugo Almeida, nesse capítulo, está a anos-luz de Cardozo (só é melhor de cabeça e, mesmo assim, não sei).
O Sporting CP vai ter uma época difícil. Difícil porque vai entrar a jogar numa época depois de duas das piores de sempre em que ficou muito longe quer do título de campeão quer da Champions.
O Sporting contratou 14 novos jogadores, alguns deles com nome feito e com pedigree como é reconhecidamente o caso de Capel e de Jeffrén.
No entanto, mais de um plantel contratado depois, alguns jogadores persistem em ser titulares como são os casos de Djaló e Postiga. Não consigo vislumbrar mais-valias na presença destes elementos no onze inicial. São de facto uns eternos incompreendidos pela massa adepta, talvez.
Para a defesa contrataram-se dois centrais. Rodríguez parece ter o lugar ganho. O Americano tremeu contra o Valência (ainda não percebi se foi culpa dele ou do sistema da defesa alta, mas que diabo, que meteu água meteu) apesar de vir colmatar aquela coisa de o Sporting não ter jogadores altos. Para as alas vão continuar os mesmos jogadores dos últimos anos (apesar de 14 novas contratações, hein?) sendo eles o Evaldo e o João Pereira. Atila Turan (defesa-esquerdo) e Santiago Arias (defesa-direito) são jovens promessas e para já parece que não vão tirar o lugar a ninguém. Mas é pena, pois o Evaldo tem estado muito aquém do necessário para a conquista de um título nacional. Há ainda o Pereirinha (para tapar buracos) e o Tiago Ilori. Este último, pode vir a dar jeito. Mas estar tapado por quatro centrais (Carriço, Polga, Rodríguez, Americano), é tramado.
O SC Braga tem uma equipa com muita gente nova mas muitos que participaram nas últimas excelentes épocas do clube continuam como são os casos de Alan, Lima, Hugo Viana, Custódio, Mossoró e mais alguns.
Há ainda o Nuno Gomes que espero que tenha uma época feliz no Minho, este que para mim foi o melhor ponta-de-lança que já vi a actuar na nossa querida Selecção Nacional.
O Braga dificilmente lutará pelo título de campeão mas de facto o quarto lugar assentar-lhe-ia muito bem. Devem lutar para esse posto e consegui-lo-ão se o Mourinho da Madeira souber conduzir bem a equipa. Acho que conseguirá.
20 milhões de euros (quatro milhões de contos...) pelo Danilo ala direito do Santos, mais quase 10 milhões pelo Alex Sandro e não sei quê.
Ia jurar que nem há cinco anos atrás estes valores eram impensáveis para a nossa liga e para clubes com passivos tão avultados. É verdade que o FC Porto acaba de conquistar mais um título europeu (e tudo o resto) mas os valores da Euroliga andam longe, e bem longe, dos valores praticados pela máxima competição Champions.
É estranho pois no passado recente o FC Porto reforçou-se bem, quase sempre muito bem, sem ter que despender somas avultadas, vide Falcao (4M), Fucile (600m), Belluschi (5M), Sapunaru (5M), Luís Fabiano (5M), etc., etc.
Ou pelo menos são mais as boas contratações sem somas avultadas do que aquelas com valores quase pornográficos para a nossa liga (apesar de o valor de algumas destas compras não corresponderem à totalidade do passe dos jogadores, mas ainda assim...).
Por isso, e porque quando se compra um jogador corre-se sempre o risco de se apanhar um qualquer Luís Fabiano (fiasco no Dragão), mais vale correr esse risco despendendo 5M do que quatro vezes mais esse valor. Mas lá está, quem ganha o que ganha há três décadas, pode dar-se a estes luxos, I suppose.
FC Porto é, até ver, o principal candidato ao título apesar de o novo treinador, Vítor Pereira, ser uma incógnita. Mas Villas-Boas também o era e foi o que foi, terminando o campeonato sem qualquer derrota.
O SL Benfica gastou também uma pipa de massa mas em mais jogadores. Nolito e Witsel são os que saltam mais à vista. Pessoalmente sou fã de jogadores como o Witsel e o Benfica é bem capaz de ter encontrado o seu novo Ramires ali (combativo, alta rotação durante os 90 minutos, forte nas transições defensivas e ofensivas).
Jesus esta época terá a vantagem de ter um plantel mais vasto e com mais soluções do que na época transacta. A época passada várias foram as vezes que Jesus viu ora a asa esquerda ora a direita ficarem desfeitas caso os seus titulares (Gaitán e Salvio) se lesionassem ou ficassem castigados. Acontecia que à esquerda tinha que entrar o C. Peixoto e à direita jogava o C. Martins. Não era a mesma coisa, de facto.
Este ano as soluções são outras e mais vastas para essas alas (Nolito, Gaitán, Enzo Pérez e eventualmente Witsel, Jara e Bruno César).
Se Jesus conseguir arranjar um onze base à imagem dos seus primeiros dois anos e desta feita conseguir fazer rodar a equipa em alguns jogos (sem perda de qualidade na dinâmica de jogo) então o SL Benfica é um sério candidato ao título.
Falta só perceber se Cardozo fica ou sai. Mas uma coisa é certa, se vier o Hugo Almeida o Benfica melhor servido não fica. Como qualquer adepto de futebol que se preze, não vejo futebol por causa do Cardozo. O Cardozo não é propriamente sinónimo de magia. Mas ele sabe fazer três coisas: pontapé canhão, marcar golos de livre directo descaído para a direita (é um penálti para ele ainda que seja uma nódoa nos penáltis per se) e encostar a redondinha lá para dentro. Chega e sobra (ó se sobra!) para um ponta-de-lança da liga portuguesa e Hugo Almeida, nesse capítulo, está a anos-luz de Cardozo (só é melhor de cabeça e, mesmo assim, não sei).
O Sporting CP vai ter uma época difícil. Difícil porque vai entrar a jogar numa época depois de duas das piores de sempre em que ficou muito longe quer do título de campeão quer da Champions.
O Sporting contratou 14 novos jogadores, alguns deles com nome feito e com pedigree como é reconhecidamente o caso de Capel e de Jeffrén.
No entanto, mais de um plantel contratado depois, alguns jogadores persistem em ser titulares como são os casos de Djaló e Postiga. Não consigo vislumbrar mais-valias na presença destes elementos no onze inicial. São de facto uns eternos incompreendidos pela massa adepta, talvez.
Para a defesa contrataram-se dois centrais. Rodríguez parece ter o lugar ganho. O Americano tremeu contra o Valência (ainda não percebi se foi culpa dele ou do sistema da defesa alta, mas que diabo, que meteu água meteu) apesar de vir colmatar aquela coisa de o Sporting não ter jogadores altos. Para as alas vão continuar os mesmos jogadores dos últimos anos (apesar de 14 novas contratações, hein?) sendo eles o Evaldo e o João Pereira. Atila Turan (defesa-esquerdo) e Santiago Arias (defesa-direito) são jovens promessas e para já parece que não vão tirar o lugar a ninguém. Mas é pena, pois o Evaldo tem estado muito aquém do necessário para a conquista de um título nacional. Há ainda o Pereirinha (para tapar buracos) e o Tiago Ilori. Este último, pode vir a dar jeito. Mas estar tapado por quatro centrais (Carriço, Polga, Rodríguez, Americano), é tramado.
O SC Braga tem uma equipa com muita gente nova mas muitos que participaram nas últimas excelentes épocas do clube continuam como são os casos de Alan, Lima, Hugo Viana, Custódio, Mossoró e mais alguns.
Há ainda o Nuno Gomes que espero que tenha uma época feliz no Minho, este que para mim foi o melhor ponta-de-lança que já vi a actuar na nossa querida Selecção Nacional.
O Braga dificilmente lutará pelo título de campeão mas de facto o quarto lugar assentar-lhe-ia muito bem. Devem lutar para esse posto e consegui-lo-ão se o Mourinho da Madeira souber conduzir bem a equipa. Acho que conseguirá.
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Caganda golo #2
Vale a pena ver o resto dos golos. 5-4 para o Flamengo onde Ronaldinho voltou a brilhar com um hat-trick. Neymar ficou-se pelo bis.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
River Plate desce de divisão
110 anos de história.
O clube argentino com mais títulos.
A primeira vez que desce de divisão.
O dia mais negro da sua história.
Qualquer coisa como FC Porto, SL Benfica ou Sporting CP descerem de divisão.
Conseguem imaginar (desportivamente)?
Eu não.
E depois, claro, o caos.
Triste.
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
Delicioso
E devo muito daquilo em que me tornei ao grande Aurélio Pereira. Foi o meu segundo pai. (...) Lembro-me dos treinos em que apareciam lá uma pessoas importantes (leia-se: ricas). Bem relacionadas com os elementos da direção. Queriam pôr os filhinhos a jogar connosco. Basicamente, ele era forçado a pôr esses meninos a treinar. Mas não tinham qualidade. Chegavam ali por influência dos pais e não por mérito próprio, ao contrário de quase todos os que faziam parte daquele plantel. Um dia chamou-me e fez-me um pedido. «Estás a ver aquele miúdo? Vou pô-lo à tua frente. Quero que o partas todo cada vez que tiveres a bola.» Assim fiz: dei tantos nós cegos no miúdo que lhe deixei os olhos a saltarem das órbitas. O Aurélio, que assistia a tudo atentamente, chamou o pai dessa criança: «Está a ver isto? O seu filho não dá para o futebol.» Quando ele não podia, era eu que me oferecia. Via um menino com pinta de betinho a chegar ao balneário e ia logo ter com o Aurélio Pereira: «É para parti-lo todo, ou só um bocadinho?»
Era assim que despachávamos aqueles que se intrometiam no nosso trabalho. Aqueles que julgavam poder transformar os filhos em jogadores de futebol apenas porque tinham dinheiro e poder. Eu não tinha uma coisa nem outra. Mas tinha talento. E muita vontade.
in Paulo Futre - «El Portugués» por Luís Aguilar.
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domingo, 12 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
Quaresma em Alvalade?
Alea jacta est, como diria o outro.
O Sporting está interessado no Quaresma, diz A Bola.
O Quaresma está interessado em regressar a Lisboa e até baixar o salário de forma a enquadrar-se no espectro salarial do Sporting.
O Besiktas em princípio não terá problemas em libertar o jogador por cinco milhões mais Pongolle (há muito com a cabeça fora de Alvalade) e Vukcevic (que nunca pegou de estaca).
Vendo a coisa assim, parece que não existe qualquer entrave em Quaresma poder mesmo vir a jogar de leão ao peito em 2011/2012.
A não ser, claro, que quer Pongolle quer Vukcevic não cheguem a acordo com o Besiktas.
Mas sinceramente, para os três jogadores, as vias apresentadas parecem-me as melhores.
De todo o modo, dá-me ideia que no final desta bonita história Quaresma acabe por não regressar a Portugal. O que é pena, pois é jogadores destes que faz as gentes ir ao estádio.
Quaresma encaixaria também muito bem no esquema de Domingos, caso seja para manter o seu 4x2x3x1.
O Sporting já joga há demasiado tempo sem extremos.
Actualizado
Et voilà: por volta das 17h o Sporting emitiu um comunicado desmentindo categoricamente as notícias que dão conta da possibilidade do regresso de Ricardo Quaresma a Alvalade devido ao facto de ser incompatível o nível salarial atingido pelo atleta.
Terá sido o ponto final nesta cândida história?
Veremos.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
Até sempre, Fenómeno!
A despedida, mesmo.
Sou Ronaldo
Muito prazer em conhecer
Eu sou Fenômeno
Ronaldo Nazário dos campos
E quero muito agradecer a Deus
Por ter me escolhido no meio de tantos
Igual a todo brasileiro, eu sou guerreiro
Às vezes caio, mas eu me levanto, mas eu me levanto
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terça-feira, 7 de junho de 2011
Um ano e dois meses depois
Não se pode dizer que não duraram bastante, sendo que os usei constantemente à excepção de uma ou outra vez em que intercalei com uns da kipsta.
R.I.P.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O meu onze 2010/2011
O Hélton fez uma boa época mas teve à sua frente 10 jogadores muito competentes durante todo o campeonato. Mandou um frango frente ao Villarreal que se fosse o Roberto teria sido crucificado no dia a seguir. Por isso, só posso escolher o Rui Patrício devido ao seu excelente desempenho numa equipa que nunca soube, depois de mais de 30 jogos, qual era a sua dupla de centrais.
Fábio Coentrão é para mim um dos melhores laterais esquerdos do mundo. Talvez o Bale e Marcelo estejam um nível acima mas, ainda assim... É verdade que o Álvaro Pereira é um lateral de excelência mas a sua regularidade não foi a cem por cento.
Não sou fã destes centrais mas julgo que Rolando confirmou de alguma forma a sua qualidade e Luisão penso que fez das melhores épocas que já vi. E por não haver mais ninguém (gosto muito do Otamendi mas faltou-lhe mais constância), só podem ser estes.
João Pereira com a titularidade na selecção ganhou, talvez, um outro estatuto. Eu até gosto do Sílvio e do Sapunaru mas o primeiro jogou muitas vezes à esquerda e o segundo tem um estilo de futebol baseado mais no pau que não me agrada. Nota para o Maxi que fez uma grande época também.
Quem anda nos meandros do futebol baba-se com o «pêndulo» Fernando mas eu até hoje ainda não consegui ver o que tem o Fernando de especial. Naquela equipa e com a rotina que aqueles jogadores têm, qualquer jogador minimamente numa boa condição física e com qualidade de passe e roubo de bola conseguiria cumprir muito bem aquela posição, acho eu. Por não gostar do Fernando acho que Vandinho foi o melhor trinco da época 2010/2011.
João Moutinho, para mim o verdadeiro pêndulo do FC Porto, é um número 8 de qualidade indiscutível. Sendo que pode fazer qualquer posição no meio-campo, acho que é a «8» em funções «box-to-box» que este homem é melhor aproveitado e até porque ele não se importa de se sacrificar em prol da equipa. Por isso, não há outro homem para meter aqui.
Belluschi ficou na sombra de Guarín a partir da segunda metade do campeonato mas foi para mim, sem qualquer tipo de dúvida, o melhor «10» do campeonato e importantíssimo no sucesso do FC Porto deste ano.
Salvio à direita começou mal mas quando Jesus o transformou para melhor ficou um jogador perigosíssimo e desequilibrador naquela ala. Tenho pena de não meter o Alan numa destas alas mas Hulk, por razões óbvias, tem de estar neste «11» ideal apesar de não ser seu particular fã.
Falcao é um dos melhores pontas-de-lança do mundo e do melhor que já vi de cabeça. Igual só Mário Jardel.
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sexta-feira, 20 de maio de 2011
Piada do dia
«El Real Madrid esta pensando en el fichaje de un delantero centro y los buenos números de Hélder Postiga en la Liga de Portugal a sus 28 años, edad con la que se ha destapado y piensa en ir más lejos si ficha por un grande como lo es el club blanco.
Ha pasado por grandes equipos como pueden ser el Oporto, Tottenham, Oporto de nuevo, Saint-Etienne, de nuevo Oporto, Panathinaikos y por último en el Sporting de Lisboa. Sus más de 18 dianas le hacen ser el número 1 de la lista.»
Via Bancada de Leão. Fonte: News - fútbol
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terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Porquê?
Excelente partida do Setúbal a fechar muito bem todos os caminhos para a sua baliza tal como a foto comprova
Mas porque é que o Sporting é o único clube em Portugal, de entre os que pretendem ganhar alguma coisa minimamente decente, que joga com dois trincos destrutivos em casa? Porquê?
Zapater e Carriço no meio-campo, em casa. A sério? E quando não foi Zapater e Carriço, chegou inclusive a haver esta época qualquer coisa como André Santos, Zapater e Pedro Mendes, entre outras barbaridades.
Já imaginaram o Braga a jogar com Vandinho, Custódio e Andrés Madrid? O Benfica a jogar com Airton, Javi García e Jardel (meto este aqui de propósito já que o Sporting faz o mesmo com Carriço)?
Já imaginaram o Porto a jogar com Fernando, Souza e Guarín?
Indo lá para fora, conseguem imaginar um Arsenal com Denilson, Song e Wilshere?
É que eu não consigo imaginar e estou a esforçar-me para caramba.
Até o Setúbal ontem conseguiu jogar com um trinco (construtivo) chamado Hugo Leal, ele que construiu a sua carreira como médio-ofensivo (sim, porque qualquer coisa como Hugo Leal, Neca e Zé Pedro soa muito melhor ao ouvido do que Zapater e Carriço/André Santos/Pedro Mendes/Maniche).
Porquê mesmo, afinal?
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sábado, 7 de maio de 2011
O contraditório
Da autoria do Mr. Steed. E que contraditório!
As estórias que andamos a tentar impingir aos finlandeses...
Os fenícios, os gregos, os romanos, os vândalos, os suevos e os visigodos passaram por cá e por inúmeros outros lugares.
Se 20% da população luxemburguesa é de origem portuguesa, se Paris é a segunda cidade com maior número de portugueses, se existem mais portugueses fora do país do que em Portugal, isso é motivo de orgulho porque...?
Nós não inventamos nem a "maritime compass" (seja lá isso o que for) nem sequer o astrolábio. A descoberta foi árabe e aperfeiçoada por um judeu espanhol chamado Abraão Zacuto.
Também não inventámos o canhão de carregar pela culatra. Surgiram primeiro em França.
A vela latina foi inventada pelos árabes.
A salga do peixe é usada em diversas partes do mundo desde tempos imemoriais porque se tratava de uma forma eficaz de preservar o pescado.
A tecnologia da Via Verde foi criada na Noruega.
Se somos o país com menor número de patentes em todo o mundo isso é, na verdade, algo negativo.
Arigato não é uma palavra de origem portuguesa. Tem origem em arigatai.
Existem palavras japonesas que tiveram origem no português? Sim, bastantes: "botan" (botão), ou "bôru" (bolo), por exemplo.
O decreto de abolição da escravatura é de 1761 (e não de 1751) e aboliu a escravatura apenas em solo português. Em meados do século XIX ainda andávamos a assinar tratados em que prometíamos pôr fim ao tráfico de escravos a sul do Equador. Chegámos mesmo a permitir que os ingleses efectuassem buscas em navios de bandeira nacional.
Praticamente todas as culturas com forte presença do porco na sua culinária comem "o porco todo" e têm pratos com as entranhas do bicho.
Napoleão não falhou as três invasões de Portugal. A primeira foi bem sucedida e provocou a fuga da Corte para o Brasil.
Nessa altura, Portugal nem sequer tinha um exército organizado para fazer face aos invasores.
Foi apenas graças a uma força expedicionária britânica que os franceses retiraram do país. Essa mesma força repeliu outras duas invasões e ajudou a reorganizar o exército português cujas unidades eram, em muitos casos, enquadradas por oficiais britânicos.
Se for verdade que o rendimento do rei de Portugal no séc. XVIII era 30 vezes superior ao do rei de Inglaterra isso apenas comprova a má gestão que foi feita da riqueza proveniente do Brasil enquanto a Inglaterra construía o seu império.
O Hóquei em Patins é popular em vários países que têm partilhado títulos com a selecção portuguesa, nomeadamente a Itália, a Espanha e a Argentina.
Temos a aliança mais antiga do mundo e levamo-la muito a sério. Os ingleses também.
Após as invasões francesas tornaram-se numa força ocupante e tentaram assumir o controlo do país.
No final do séc. XIX ameaçaram-nos com uma guerra se insistíssemos em unir as colónias de Angola e Moçambique.
A letra do nosso hino nacional continua a incitar os portugueses a pegar em armas e marchar contra os canhões britânicos.
Por mais que nos custe, não foi a manifestação dos portugueses que levou a Indonésia a abandonar Timor-Leste.
Por fim, a campanha de recolha de roupas e cereais realizada em 1940 só aconteceu porque Salazar quis apoiar um aliado da Alemanha Nazi que lutava contra as tropas comunistas de Estaline.
Esse aliado de Hitler era a Finlândia.
Não sei o que é mais preocupante, se a quantidade de pessoas que acreditam nestes mitos - semelhantes aos que polulavam nos livros de história do Estado Novo - se o facto de ser assinado por um organismo público, a Câmara de Cascais.
E já agora, o Mr. Steed fala no Hóquei em Patins e da sua força noutros países (o que é verdade) e há que acrescentar também que o CR7 não é necessariamente melhor que Ronaldo Fenómeno. Duvido até que o seja, se os compararmos. A começar pelas duas Bolas de Ouro que Ronaldo Fenómeno tem (tem três, se contarmos com o prémio FIFA de 1996), entre outros títulos.
As estórias que andamos a tentar impingir aos finlandeses...
Os fenícios, os gregos, os romanos, os vândalos, os suevos e os visigodos passaram por cá e por inúmeros outros lugares.
Se 20% da população luxemburguesa é de origem portuguesa, se Paris é a segunda cidade com maior número de portugueses, se existem mais portugueses fora do país do que em Portugal, isso é motivo de orgulho porque...?
Nós não inventamos nem a "maritime compass" (seja lá isso o que for) nem sequer o astrolábio. A descoberta foi árabe e aperfeiçoada por um judeu espanhol chamado Abraão Zacuto.
Também não inventámos o canhão de carregar pela culatra. Surgiram primeiro em França.
A vela latina foi inventada pelos árabes.
A salga do peixe é usada em diversas partes do mundo desde tempos imemoriais porque se tratava de uma forma eficaz de preservar o pescado.
A tecnologia da Via Verde foi criada na Noruega.
Se somos o país com menor número de patentes em todo o mundo isso é, na verdade, algo negativo.
Arigato não é uma palavra de origem portuguesa. Tem origem em arigatai.
Existem palavras japonesas que tiveram origem no português? Sim, bastantes: "botan" (botão), ou "bôru" (bolo), por exemplo.
O decreto de abolição da escravatura é de 1761 (e não de 1751) e aboliu a escravatura apenas em solo português. Em meados do século XIX ainda andávamos a assinar tratados em que prometíamos pôr fim ao tráfico de escravos a sul do Equador. Chegámos mesmo a permitir que os ingleses efectuassem buscas em navios de bandeira nacional.
Praticamente todas as culturas com forte presença do porco na sua culinária comem "o porco todo" e têm pratos com as entranhas do bicho.
Napoleão não falhou as três invasões de Portugal. A primeira foi bem sucedida e provocou a fuga da Corte para o Brasil.
Nessa altura, Portugal nem sequer tinha um exército organizado para fazer face aos invasores.
Foi apenas graças a uma força expedicionária britânica que os franceses retiraram do país. Essa mesma força repeliu outras duas invasões e ajudou a reorganizar o exército português cujas unidades eram, em muitos casos, enquadradas por oficiais britânicos.
Se for verdade que o rendimento do rei de Portugal no séc. XVIII era 30 vezes superior ao do rei de Inglaterra isso apenas comprova a má gestão que foi feita da riqueza proveniente do Brasil enquanto a Inglaterra construía o seu império.
O Hóquei em Patins é popular em vários países que têm partilhado títulos com a selecção portuguesa, nomeadamente a Itália, a Espanha e a Argentina.
Temos a aliança mais antiga do mundo e levamo-la muito a sério. Os ingleses também.
Após as invasões francesas tornaram-se numa força ocupante e tentaram assumir o controlo do país.
No final do séc. XIX ameaçaram-nos com uma guerra se insistíssemos em unir as colónias de Angola e Moçambique.
A letra do nosso hino nacional continua a incitar os portugueses a pegar em armas e marchar contra os canhões britânicos.
Por mais que nos custe, não foi a manifestação dos portugueses que levou a Indonésia a abandonar Timor-Leste.
Por fim, a campanha de recolha de roupas e cereais realizada em 1940 só aconteceu porque Salazar quis apoiar um aliado da Alemanha Nazi que lutava contra as tropas comunistas de Estaline.
Esse aliado de Hitler era a Finlândia.
Não sei o que é mais preocupante, se a quantidade de pessoas que acreditam nestes mitos - semelhantes aos que polulavam nos livros de história do Estado Novo - se o facto de ser assinado por um organismo público, a Câmara de Cascais.
E já agora, o Mr. Steed fala no Hóquei em Patins e da sua força noutros países (o que é verdade) e há que acrescentar também que o CR7 não é necessariamente melhor que Ronaldo Fenómeno. Duvido até que o seja, se os compararmos. A começar pelas duas Bolas de Ouro que Ronaldo Fenómeno tem (tem três, se contarmos com o prémio FIFA de 1996), entre outros títulos.
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