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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Subscrevo



Roubado do ONI NO TSUME.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A isto eu chamo de humildade



Reparei que, no seu dojo, ao contrário dos dojos japoneses, não faz saudação (rei; uma vénia). Advoga uma filosofia de respeito mútuo e cortesia.

Creio que a saudação japonesa é compreensível pois é algo cultural. No Japão, as pessoas na rua ou em restaurantes ao cruzarem-se umas com as outras fazem essa vénia. Nós não temos isso aqui. Julgo que as pessoas, em especial muitos instrutores de artes marciais, gostam de ser olhados como alguém que é mais importante que os seus alunos, por isso fazem com que estes apliquem essa saudação para mostrar respeito. Não acho que isso seja apropriado. Pelo contrário, sou eu quem devo curvar perante os meus alunos pois se não fosse a sua presença diária, não poderia operar esta escola. É estranho se você me faz uma vénia ao entrar na classe, depois dá cabo de mim, sai, e saúda-me novamente. Alguma coisa está errada!



(Eu sei que não é por outras artes marciais, japonesas ou não, fazerem saudação, que são menos ou mais humildes por isso. Sei também que qualquer arte marcial zela tanto pelo respeito mútuo e cortesia como advoga Rorion Gracie. Faço este salvo-conduto só para que não me crucifiquem)

sábado, 30 de julho de 2011

Conto Zen #2

Mais devagar

Um jovem atravessou o Japão em busca da escola de um famoso praticante de artes marciais. Chegando ao dojo, foi recebido em audiência pelo Sensei.
- O que você quer de mim? - perguntou-lhe o mestre.
- Quero ser seu aluno e tornar-me o melhor karateca do país. Quanto tempo preciso estudar?
- Dez anos, pelo menos.
- Dez anos é muito tempo - respondeu o rapaz. E se eu praticasse com o dobro da intensidade dos outros alunos?
- Vinte anos.
- Vinte anos!? E se eu praticar noite e dia, dedicando todo o meu esforço?
- Trinta anos.
- Mas, eu digo-lhe que vou dedicar-me a dobrar, e o senhor responde-me que a duração será maior?
- A resposta é simples. Quando um olho está fixo aonde se quer chegar, só resta um para se encontrar o caminho.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ninguém sabe o que é o Aikido


Ninguém sabe o que é o aikido. Ninguém conhece. Hein? Isso é o quê? É esta a minha experiência.

Diria que em cada dez pessoas, cerca de duas sabem o que é o aikido. Isto é, em cem, vinte devem saber o que é o aikido. E estou a ser muito, muito generoso.

Isto se pensarmos na população portuguesa em geral, claro. Podemos ver a coisa da seguinte perspectiva: 1) população portuguesa em geral, 2) população portuguesa praticante de uma actividade física/desportiva/o que quiserem (karate, aikido, surf, ginásio) e 3) praticantes de artes marciais.

É claro que em relação ao ponto três a relação já não é de dois em dez. É muito superior. Mas que diabo, é normal. Se são praticantes de artes marciais à partida deverão conhecer o aikido. Afinal de contas, no meio, o aikido não é assim tão desconhecido como isso, digo eu.

Em relação ao ponto dois é capaz de a relação dois em dez ser também ligeiramente superior. Segundo dados do INE (Estatísticas da Cultura, Desporto e Recreio, 2005), este tipo de indivíduos (e aqui excluo as gentes do ginásio, penso eu) existem cerca de 450 mil praticantes inscritos em Federações Desportivas (entram nestas contas, claro, Federações como as de Judo e Aikido). Ou seja, se pensarmos estritamente nestes 450 mil praticantes do país, também me parece que a relação de dois em dez ou vinte em cem cresce um pouco.

Mas eu com esses posso eu bem.

E o resto?

O ponto um. A população em geral. Aikido? Isso é o quê? Come-se?

Ninguém sabe o que é.

Dito isto, pego agora no judo e no karate. As primeiras artes marciais a aparecer em Portugal.

E pergunto: mas alguém não sabe o que é o judo ou o karate? Sabem.

Note-se: não digo que a população saiba se no judo se manda bolas de fogo do rabo ou se no karate se manda pinotes, raios dos olhos ou assim. Não. Eu até acho que no geral nem se sabe concretamente o que se pratica (não tem mal). Mas sabe-se que o judo e o karate são uma coisa que diz respeito a outra coisa chamada artes marciais. Isto sim, a maioria sabe.

O judo ganhou forma em Portugal no final dos anos 50 do século passado. Actualmente o judo possui, segundo a Federação Portuguesa de Judo, cerca de 12 mil praticantes federados e possivelmente mais 4 mil não federados. Estamos a falar por isso de 16 mil praticantes (números de 2003). E entre 1997 e 2001 houve um crescimento anual de 12,3%. Muito bom!

O karate, que aparece em Portugal no início da década de 60 tem qualquer coisa à volta de 14 mil praticantes (federados, julgo, segundo os mesmos dados do INE, de 2005).

Já no aikido, segundo a Federação Portuguesa de Aikido, existe qualquer coisa como, números redondos, mil praticantes no país. Se pensarmos nos praticantes não federados poderemos talvez incluir mais uns 300, 400, 500? No máximo em Portugal poderá haver cerca de 1500 praticantes. E já é com boa vontade.

Neste mesmo documento é possível ver que entre 2004 e 2009 os números oscilaram entre os 800 e os mil praticantes. Ou seja, existem mil praticantes, mas à custa.

Como inverter então esta tendência de que «ninguém conhece ou sabe o que é o aikido?».

Pois, não sei. Se soubesse não estaria por detrás de um computador a mandar bitaites. Estaria nos lugares de decisão a executar mudanças.

Mas o que sei é que o que tem sido feito até hoje, apesar de nítidos progressos desde a introdução do aikido em Portugal em finais dos anos 60, tem sido manifestamente insuficiente no que à divulgação da arte diz respeito.

Este número de mil praticantes é paupérrimo.

Bem sei que o aikido tem «problemas» que artes como o judo, karate ou taekwondo não têm. Sendo o primeiro deles que no aikido não existe competição, não ganha taças nem aparece em jornais ou televisão.

Mas também não é bem assim. Recentemente Portugal esteve representado no SportAccord Combat Games 2010 de Pequim. Que eu tenha visto, nada foi comunicado na imprensa nacional. Vamos lá, portugueses na China, a representar o país. Mesmo que não houvesse taça para ganhar. Já vi notícias a saírem cá para fora sobre desporto com muito menos relevo. Mais uma oportunidade perdida de divulgar o aikido. Afinal sempre pode aparecer na comunicação social.

Outro exemplo: o 2º Encontro Nacional de Aikido para Jovens realizou-se ontem num maravilhoso sítio, em Sintra. Dos dojos mais bonitos do país.

Isto dá notícia, dá uma peça de televisão ou uma reportagem no jornal (nem que fosse num qualquer regional), se contactos tivessem sido encetados nesse sentido.

Uma excelente iniciativa em prol da divulgação do aikido mas não totalmente bem executada sob este ponto de vista.

Não sei a quem caberá a maior responsabilidade da falta de uma forte e boa divulgação do aikido junto da sociedade e do país. Se cabe à FPA (seja por ela própria ou financiando as associações) se às associações com os seus meios metendo mãos à obra.

O que sei é que ninguém sabe o que é o aikido e, a não ser que alguém ache que mantendo a arte «secreta» ou estilo «orgulhosamente sós» salazarista seja positivo para o aikido, urge então inverter esta tendência.

É premente transformar o rácio de dois em dez para três, quatro, cinco em dez que seja. Não tenham dúvidas, seria já uma grande vitória. Isto não significaria que em dez automaticamente cinco estariam interessados em iniciar a prática. Mas seguramente que paulatinamente mais e mais, por via de conhecerem a arte, iniciariam a prática.

Já não sei se foi o taekwondo, ou outra arte marcial qualquer, que esteve presente na telenovela Morangos com Açúcar. Imagine-se, ROI de borla (à partida). É com estes pequenos gestos, com estas pequenas iniciativas que se vai abrindo cada vez mais os horizontes da(s) modalidade(s).

O taekwondo, que surgiu em Portugal em 1974, tem quase tantos cinturões negros como praticantes de aikido: 747 (números de 2002). O estilo Songahm, em Portugal somente desde 1991, tem já cerca de 500 praticantes, metade dos praticantes de aikido.

Bem sei que estas artes que mais referi, nomeadamente o judo e o karate, por terem sido as primeiras e por terem competição (duas razões, assim de repente) são mais populares.

Mas que diabo, nada acontece por acaso. Não criemos bichos-papões.

O aikido também pode ser cool e apelativo sem perder, ao mesmo tempo, a sua sobriedade, etiqueta e disciplina.

Basta haver mais trabalho, empenho e dedicação nesse sentido. Actualmente o trabalho existente nesse sentido roça o zero, a meu ver. Resume-se ao simples website ou cartaz espalhado aí na rua no sentido de tentar angariar mais uns alunos para o «meu» dojo.

É insuficiente.

Assim, daqui a dez anos continuará a não saber-se o que é o aikido. Assim, daqui a dez anos dificilmente chegaremos aos dois mil praticantes. Será uma meta assim tão obtusa? Com trabalho, inteligência e criatividade tenho a certeza que não.

Esta reflexão não é, de forma alguma, uma crítica dirigida à FPA ou às associações.

É mesmo uma crítica a todos nós (eu incluído) pela deficiente divulgação que temos feito da arte ao longo dos anos. É uma crítica a todo o aikidoca português, seja ele homem, mulher, federado, não federado, dirigente, não dirigente, vegetariano, gordo, magro, alto ou baixo. Todos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ensinamento de Musashi #2




In fighting and in everyday life you should be determined though calm. Meet the situation without tenseness yet not recklessly, your spirit settled yet unbiased. An elevated spirit is weak and a low spirit is weak. Do not let the enemy see your spirit.


Miyamoto Musashi

domingo, 8 de maio de 2011

Até o Chuck Norris sabe kotegaeshi!




Mesmo no final do vídeo. E sem duplo!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ensinamento de Musashi




Today's lesson is to correct yesterday's misunderstanding.


Miyamoto Musashi

sábado, 2 de abril de 2011

Que bonito sítio para se fazer Aikido!



No Palácio Foz.

As demonstrações de Iaido e Kendo foram igualmente muito bonitas de presenciar.

Quanto ao resto do evento: muito bom. Valew!, como dizem os brasileiros.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ganbare, Nippon!


GANBARE, NIPPON! é um evento de angariação de fundos para apoio às vítimas do sismo e tsunami no Japão que decorre este Sábado no Palácio Foz, nos Restauradores, em Lisboa, das 10h30 às 19h30.

Estarão presentes várias exposições e actividades, assim como a venda de produtos e de obras de arte realizados por jovens artistas japoneses.

Todas as verbas adquiridas serão entregues à Cruz Vermelha Japonesa, através de número de conta fornecido pela Embaixada do Japão em Portugal.

A Associação Cultural Portuguesa de Aikido é uma das presenças do evento e, por volta das 14h, fará uma demonstração de Aikido.

Irei lá estar em nome da ACPA e, se possível, contribuir (sem ser presencialmente, neste caso :]) para esta nobre causa.

Mas há muito mais para ver e muito mais irá acontecer! Para quem tiver Facebook, pode conferir o resto da informação aqui ou então no Expresso Online.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Afinal, se é da paz, é Arte Marcial porquê?





O Aikido é muitas vezes apresentado como «a arte da paz». De seguida, a pergunta é quase inevitável: «então se é arte da paz, é arte marcial como? Marcial vem de guerra, logo, guerra é destruição, morte, sangue, combate. Como pode ser uma arte marcial uma arte da paz?» - ainda recentemente ouvi esta questão ser colocada numa entrevista feita a um sensei brasileiro numa TV do seu país. As respostas podem ser várias, mais consistentes ou menos consistentes.

Aikido - O Desafio do Conflito é um livro do sensei Masafumi Sakanashi, radicado na Argentina desde criança e com uma forte expressão aikidoca nesse país. O preâmbulo da obra é escrito por Claudio Veiga, o Director Editorial.

Ainda que não creio que Claudio Veiga estivesse a responder à pergunta de porque é que o Aikido é a «arte da paz» - penso que foi simplesmente um raciocínio que lhe escorreu, a bruto -, julgo que deu a melhor resposta possível a essa questão ou a outras discussões semelhantes.

Segue o excerto, já de seguida, de um texto muito consistente e interessante.


"O Caminho do Guerreiro"

As artes marciais, sejam elas originárias do Extremo Oriente ou do Ocidente, surgiram - como indica seu nome - ligadas à guerra, em épocas em que o homem de armas enfrentava cara a cara a morte no campo de batalha. Recorde o leitor que estamos nos referindo a toda a etapa anterior à introdução das armas de fogo na contenda bélica. A luta corpo a corpo (com ou sem armas) era a norma e ali o guerreiro devia enfrentar permanentemente a possibilidade de matar ou ser morto; por isso, paralelamente às destrezas de ordem técnica, tornou-se imperioso dotá-lo de um sistema conceitual que lhe permitisse enfrentar equilibradamente, no plano espiritual, essa dramática alternativa existencial: conviver com a morte.

Do seio das grandes religiões do Oriente, sobretudo do Budismo, do Taoísmo, do Confucionismo e mais tarde do Zen, com efeito surgiram diversos códigos de ética, como é o caso do Bushidô, entre outros (século XII, Japão).

No Ocidente, por outro lado, foi a filosofia grega seu sólido embasamento teórico.

Séculos mais tarde, as armas de fogo ocuparam o centro da cena na guerra e as artes marciais (tal como eram conhecidas até então) começaram a tornar-se anacrônicas, enfrentando assim uma possibilidade concreta de extinção.

Contudo, no Oriente, seus expoentes mais lúcidos propuseram uma alternativa tão coerente quanto necessária, que lhes permitiu evoluir e adaptar-se à nova realidade e posteriormente aos requerimentos da moderna sociedade democrática.

Os antigos Mestres de Armas, formados na guerra real, conheciam a partir de sua própria experiência que o homem é essencialmente um animal social. Assim o definiria com total precisão, séculos mais tarde, a escola antropológica clássica. Estudos da psique e do comportamento humanos confirmariam em seu tempo que o instinto agressivo é inato e que a influência do meio social onde se educou a pessoa é determinante para que essa tendência se agudize ou possa ser controlada.

Então, no Oriente, quando as artes marciais deixaram de relacionar-se diretamente com a guerra, passaram a constituir sistemas de educação psicofísica, baseados na prática regular de técnicas de autodefesa com ou sem armas, orientadas a sublimar a natural agressividade humana, voltando-se para o crescimento interior do indivíduo, para uma experiência espiritual profunda e para fins socialmente úteis. Tornaram-se, em síntese, disciplinas formativas que visam produzir uma mudança na estrutura moral da própria personalidade.

(...)A presente obra apresenta as diversas Artes Marciais e Esportes de Combate como verdadeiras escolas de vida, capazes de contribuir para a educação de valores dos indivíduos - sejam elas crianças, jovens ou adultos - esses valores que são indispensáveis na formação de pessoas honestas e cidadãos responsáveis.

Claudio Veiga
Diretor Editorial

quarta-feira, 9 de março de 2011

O que um dojo não deve ser



Felizmente esta situação diz mais respeito ali para os lados dos Estados Unidos do que propriamente para as nossas bandas. Acho eu.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Joju



Certa vez, Joju perguntou ao mestre Nam Cheon:

- Qual é o verdadeiro caminho?

Nam Cheon respondeu: - A mente quotidiana é o verdadeiro caminho.

- Então devo tentar mantê-la ou não?

Nam Cheon disse: - Se a tentares manter, já estás enganado.

- Se não a tentar manter, como poderei compreender o caminho verdadeiro?

Nam Cheon respondeu:

- O verdadeiro caminho não depende de compreender ou não compreender. Compreender é ilusão; não compreender é confusão. Se alcançares na perfeição o verdadeiro caminho do não pensamento, será como o espaço, límpido e vazio. Então porquê distinguir certo e errado?

Joju escutou e obteve iluminação.

O que alcançou Joju?

domingo, 6 de junho de 2010

Taekwondo



Experimentei taekwondo este fim-de-semana durante um par de horas.

Foi uma experiência extremamente agradável poder voltar a praticar uma arte marcial tendo como base pouco ou quase nenhum conhecimento sobre a mesma. A fome de aprender e a procura de novos conhecimentos é saciada de uma forma ainda mais vigorosa.

Com um aquecimento um pouco mais desgastante que o de aikido, tive ainda oportunidade de treinar alguns pontapés base (frontais e laterais) no plastron, e ainda um treino a dois simulando uma situação de competição, mas usando um pontapé específico acabadinho de aprender. Dei uns toques também na primeira pumnse (ou kata, em japonês - taekwondo é coreano) de cinto branco, dado que se começa nesta arte sem qualquer graduação.

O meu muito obrigado ao Carlos por me ter deixado treinar/experimentar esta arte, o que no final, com muita gratificação minha, pude constatar uma tese que tenho vindo a defender: o facto de ser importante praticar uma arte marcial, seja ela aikido, karate, taekwondo ou outra qualquer.

O capital humano que estas artes marciais nos dão, ou a técnica e o auto-controle (seja da pumnse do taekwondo, da kata do karate, ou da projecção do aikido) que se adquire a médio-prazo, são razões mais que suficientes para se iniciar a prática nas artes marciais. Seja ela qual for. E tive a certeza disto quando vi a filha do Carlos a executar com um domínio fantástico uma pumnse da sua graduação. É isso mesmo!

domingo, 30 de maio de 2010

O Budo III



"What should we do to go beyond confrontation, what sort of method should we utilize? This is what must be sought in this century. You will know when you get older. For example, suppose a person is sick, is suffering from some kind of illness. Is it good for that person to fight against this illness, or is it better to coexist with it, to increase the body's natural healing ability by keeping peace of mind? This is the same in martial arts, because in this state of mind, the mind is always free. It is not bound at all, not occupied by things."


"Ueshiba sensei said that you must love your opponent. This is because the foundation of space is love. Without love, nothing material could ever be created - not so much as an atomic particle could be combined. (...) So this ability, or capability, should not be abused for enmity or the destruction of the world. Japanese martial arts originated on the battlefield, under the idea of kill or be killed. But through true training, you will attain a peaceful mind and understand budo is not a tool to be used for such things. When you understand the rules given from space, you understand that these excellent rules should not be used for devastation or violence. We have to transcend that. The people who discovered this had practiced martial arts from childhood, had trained at shrines or deep in the mountains. They found a new way. Ueshiba sensei was the same. He is the founder of a martial art, not a sport."


Excertos do testemunho do sensei Hiroshi Tada, mestre de Aikido. Retirado de The Warrior's Path: Wisdom from Contemporary Martial Arts Masters.

O Budo II





"I am still training. Somebody asks me, "When will you retire?" When will I retire? When I am dead. They ask me why I keep training. They think I am good enough - perfect. This is a stupid question. I must do many things. I must continue to practice all the time. Of course I have not practiced enough. Even if I practiced only one punch all my life, it would not be enough. People think after twenty, twenty-five, thirty years of age, their training is finished. This is not martial arts. Martial arts is a lifelong pursuit. People say, "Oh, I'm too old, I can't train," but this is wrong. It doesn't matter if you are forty, fifty, because karate is not only physical training."


Excerto do testemunho do sensei Tatsuo Suzuki, mestre de Karate-do. Retirado de The Warrior's Path: Wisdom from Contemporary Martial Arts Masters.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Budo



"You respect the sensei, no matter how strong you become. If you get stronger than your teacher, some people will tell you to go to another dojo and forget about the old sensei that started you off. No! Your sensei is always your sensei - no matter if your rank is higher. But that is slowly being lost, even in Japan. Now, sometimes a sensei will send you to another dojo because he can no longer teach you - he wants to send you to a better dojo. But that sensei is still your sensei. That's often forgotten. Not by everybody, but by many people."


Excerto do testemunho do sensei Pat Yoshitsugu Murosako, mestre de Kendo e Iaido. Retirado de The Warrior's Path: Wisdom from Contemporary Martial Arts Masters.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Demonstração de Aikido



No próximo domingo dia 2 irei estar no Museu do Oriente, em Lisboa, para um workshop e uma demonstração de Aikido, por ocasião da Festa do Japão que lá se realiza de 16 de Abril até 9 de Maio.

Karaté, Kyudo, origami e cerimónia do chá são mais algumas das atracções das várias com que se pode entrar em contacto.

Da minha parte, só lá vou para a demonstração (levada a cabo pela ACPA), mas estão convidados!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mestre

Um belo dia, estavam à mesa a conversar os praticantes de uma arte marcial. Conversavam um pouco sobre tudo; sobre a arte que praticavam, sobre a vida, sobre o mundo, sobre as suas inquietações e sobre o caminho que cada um percorre na vida e no seu interior.

De repente, o Mestre passa pela mesa e faz saber a todos que:

-When you have some time, I need to talk with you ok? When you can, I need to talk with you! Don't go away.

Os praticantes acenaram positivamente, esperando o regresso do Mestre e o assunto que quereria trazer à mesa. E foi-se.

Volvidos dez minutos, o Mestre senta-se à mesa, casualmente, e mistura-se na conversa com os praticantes.

Todos conversam, conversam e conversam. Praticantes e Mestre. E conversam, e o tempo a passar sem ninguém se dar conta. Conversam um pouco sobre tudo; sobre a arte que praticam, sobre a vida, sobre o mundo, sobre as suas inquietações e sobre o caminho que cada um percorre na vida e no seu interior.

Volta e meia, depois de muito se conversar, o Manuel lembra-se e pergunta ao Mestre:

-Sensei, by the way, what did you want to talk with us? You said you needed to talk with us.

O Mestre responde genuina e descontraidamente, com um sorriso na cara e umas gargalhadas pelo meio:

-But we are talking now!

Respondido.