Tive a oportunidade de assistir à partida entre os Pescadores da Costa da Caparica e o Sporting Clube de Portugal. 1-4, resultado final.
Na retina ficou-me a boa organização da equipa da "casa" na primeira parte. Serão 45 minutos que ficarão para sempre na memória daqueles jogadores anónimos e amadores. Já para não falar de Tó-Zé, o autor do primeiro tento. Uma primeira parte onde jogaram (e a verdade é esta) de igual para igual com o Sporting CP e donde saíram a ganhar por uma bola a zero.
Já na segunda parte da partida notou-se (e adivinhava-se, digo eu) a falta de frescura física dos Pescadores e aos poucos, e depois de algumas mudanças por parte de Carvalhal, o Sporting naturalmente chegou à vantagem acabando por ganhar com relativa facilidade com margem de 3 golos.
Contudo, numa outra nota, apraz-me dizer que começo a compreender o que um conhecido comentador desportivo tem vindo a dizer ao longo dos últimos tempos acerca do Miguel Veloso e em que o seu lugar natural, caso este o quisesse e tivesse disposto a isso, seria o lugar de defesa-esquerdo.
Tenho andado a fazer um mais um, e finalmente lá cheguei ao dois. Miguel Veloso poderia sem dúvida ser o nosso defesa-esquerdo, de selecção, depois de um jejum de tantos anos sem um lateral-esquerdo de raiz, depois de Dimas e Rui Jorge. Quer dizer, em bom rigor, Veloso é um central de origem, mas foi subindo no terreno, à conta do seu elevado nível técnico e posicional, parando ali na zona de "primeira construção" médio-defensiva. Apesar de tudo, o facto de ser esquerdino e ter rendimento elevado na lateral são dois argumentos suficientes que lhe poderiam dar o acesso directo à África do Sul 2010 e, melhor ainda, acesso directo à sua titularidade.
Temo que Veloso, ao não ceder ao seu capricho de jogar exclusivamente no centro do terreno, possa perder uma carreira promissora. Isto devido ao facto de que por já ter afirmado publicamente que não gosta de jogar na faixa, tem perdido inúmeras oportunidades de poder ser titular ora no seu clube, ora na selecção portuguesa, cortando-lhe assim a chance (onde quer que posição fosse...) de mostrar o seu potencial e de se mostrar ao mundo do futebol.
Tenho pena.
Pensa nisso, Veloso.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Paupérrimo
Antena aberta na RTP N hoje às cinco da tarde: programa onde normalmente um convidado e depois os telespectadores por telefone intervêm. O tema era sobre as praxes académicas. O convidado era um "veterano" da "comissão de praxes" da Faculdade de Letras de Lisboa, se não estou em erro.
Posso dizer: que paupérrimo. Que paupérrimo debate. Que paupérrimo convidado. Que paupérrima condução do debate por parte da jornalista. Sei que o convidado não ajudava, mas ainda assim.
Será que não há nada mais inovador a introduzir nesta discussão paupérrima sobre as praxes?
Os "veteranos": "as praxes servem para integrar os novos alunos!"
Os pais, os avós, os primos, os tios, os enteados: "acho uma vergonha, espojarem-se ali na lama; isso tem alguma piada? Ovos na cabeça das pessoas? Isso tem alguma piada? Acabem já com esta brincadeira!".
André, o autor deste humilde blogue: "Por favor, acabem com isto. O canal público de Televisão de notícias não poderia ter gasto uma hora de conteúdo televisivo de uma pior forma".
Disse.
Posso dizer: que paupérrimo. Que paupérrimo debate. Que paupérrimo convidado. Que paupérrima condução do debate por parte da jornalista. Sei que o convidado não ajudava, mas ainda assim.
Será que não há nada mais inovador a introduzir nesta discussão paupérrima sobre as praxes?
Os "veteranos": "as praxes servem para integrar os novos alunos!"
Os pais, os avós, os primos, os tios, os enteados: "acho uma vergonha, espojarem-se ali na lama; isso tem alguma piada? Ovos na cabeça das pessoas? Isso tem alguma piada? Acabem já com esta brincadeira!".
André, o autor deste humilde blogue: "Por favor, acabem com isto. O canal público de Televisão de notícias não poderia ter gasto uma hora de conteúdo televisivo de uma pior forma".
Disse.
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Media
sábado, 31 de outubro de 2009
À mulher de César não basta ser...
Eu peço desculpa por criar este post, mas de facto tenho isto atravessado há já algum tempo.
Diz respeito ao blogue do Dr. Santana Lopes.
Faço uma nota prévia, dizendo que até tenho em boa consideração esta personalidade (que não conheço de lado algum, mas aparece nos média e todos nós o conhecemos nessa medida) apesar de ser não raras vezes algo massacrada pela opinião pública e ser tratado como um bandalho. Pelo menos, generalizando, é o que me parece. Corrijam-me se tiver enganado.
Mas adiante. O que eu queria aqui dizer é que não entendo como é que o Dr. Santana Lopes, ex-líder de um dos maiores partidos políticos português, ex-Primeiro-Ministro, ex-autarca, e ex-algumas coisas mais, consegue, mês após mês, post após post, escrever com tamanho desdém no seu blogue.
É raro o post que não tenha imprecisão no português, gralhas, e afins.
Com os diabos, faz-me cá uma confusão...
É que, para o bem e para o mal, mostra isso mesmo: falta de rigor, falta de revisão, falta de empenho na tarefa a que se propõe executar.
Eu sei que um blogue não é nenhuma tese de mestrado, mas também...
Mas isto não diz respeito a um blogue mas sim à atitude e à maneira de se estar na vida, penso eu de que.
Como já diz o outro... à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecê-lo.
Curiosamente nos seus discursos, a minha visão é o oposto do post aqui criado por mim.
Bem, disse.
Diz respeito ao blogue do Dr. Santana Lopes.
Faço uma nota prévia, dizendo que até tenho em boa consideração esta personalidade (que não conheço de lado algum, mas aparece nos média e todos nós o conhecemos nessa medida) apesar de ser não raras vezes algo massacrada pela opinião pública e ser tratado como um bandalho. Pelo menos, generalizando, é o que me parece. Corrijam-me se tiver enganado.
Mas adiante. O que eu queria aqui dizer é que não entendo como é que o Dr. Santana Lopes, ex-líder de um dos maiores partidos políticos português, ex-Primeiro-Ministro, ex-autarca, e ex-algumas coisas mais, consegue, mês após mês, post após post, escrever com tamanho desdém no seu blogue.
É raro o post que não tenha imprecisão no português, gralhas, e afins.
Com os diabos, faz-me cá uma confusão...
É que, para o bem e para o mal, mostra isso mesmo: falta de rigor, falta de revisão, falta de empenho na tarefa a que se propõe executar.
Eu sei que um blogue não é nenhuma tese de mestrado, mas também...
Mas isto não diz respeito a um blogue mas sim à atitude e à maneira de se estar na vida, penso eu de que.
Como já diz o outro... à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecê-lo.
Curiosamente nos seus discursos, a minha visão é o oposto do post aqui criado por mim.
Bem, disse.
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Política
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
St. Claus
Há 10 anos atrás, em 1999, escrevia assim uma carta ao Pai Natal:
"Bons dias, Pai Natal
Antes de mais nada, parabéns pela sua fama e trabalho. Bem; vamos ao que interessa: as prendas.
Prendas que eu quero, dear Pai Natal - uma (barbie); GTA (game boy); cassettes do Tintim; livros; leitor de DVD; piscina na casa da avó Lealdade; Nissan Patrol GR; transformador para o game boy; + do que um pin; 5.000$00; ir a marte; Ferrari F40; roupas de marca; CDs de ouvir música.
Acho que é tudo. Adeus querido, belo e rechonchudo Pai Natal.
P.S: Dê-me isto tudo, 'tábem St. Claus?!
"See you láter"
André F."
E eu hoje digo: coa breca!
"Bons dias, Pai Natal
Antes de mais nada, parabéns pela sua fama e trabalho. Bem; vamos ao que interessa: as prendas.
Prendas que eu quero, dear Pai Natal - uma (
Acho que é tudo. Adeus querido, belo e rechonchudo Pai Natal.
P.S: Dê-me isto tudo, 'tábem St. Claus?!
"See you láter"
André F."
E eu hoje digo: coa breca!
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Pessoal
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Merdaíl
Fazer favor de não perder esta entrevista arrancada ao Sérgio Conceição pelo jornal i.
O homem que não teve papas na língua, não teve. Verdade seja dita.
Três pontos muito rápidos: diz que Scolari tinha preferências pelos jogadores da Nike em vez dos da Adidas, que Scolari disse aos capitães da selecção que estava ali era para dar o salto para um grande europeu e faz ainda um trocadilho com o apelido do Gilberto Madaíl, entre outros...
Uma pérola, a não perder.
O homem que não teve papas na língua, não teve. Verdade seja dita.
Três pontos muito rápidos: diz que Scolari tinha preferências pelos jogadores da Nike em vez dos da Adidas, que Scolari disse aos capitães da selecção que estava ali era para dar o salto para um grande europeu e faz ainda um trocadilho com o apelido do Gilberto Madaíl, entre outros...
Uma pérola, a não perder.
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Futebol
terça-feira, 2 de junho de 2009
Europeias
Vital Moreira tem toque de bola mas ainda não se adaptou à equipa nem ao campeonato.
Paulo Rangel é esforçado. Cumpre, mas não aguenta os 90 minutos em campo...
Ilda Figueiredo é uma espécie de Marco Materazzi. Joga à defesa, e quando sai ao ataque é só cacetada. Não tem técnica.
Miguel Portas é experiente, tem muitos jogos nas pernas e conhece bem o campeonato. Não tem é nível técnico-táctico para ser titular do BE. Mas quando o Mister insiste e persiste nas suas escolhas, os adeptos nada podem fazer.
Nuno Melo é um verdadeiro tecnicista. Jovem e com margem de progressão. É o verdadeiro Ricardo Quaresma desta Liga. Infelizmente, nem sempre se adapta à equipa ou perde-se demasiado em fintinhas desnecessárias. Quando assim acontece, o mais provável é ir parar a clubes de menor nomeada estilo Génova.
Paulo Rangel é esforçado. Cumpre, mas não aguenta os 90 minutos em campo...
Ilda Figueiredo é uma espécie de Marco Materazzi. Joga à defesa, e quando sai ao ataque é só cacetada. Não tem técnica.
Miguel Portas é experiente, tem muitos jogos nas pernas e conhece bem o campeonato. Não tem é nível técnico-táctico para ser titular do BE. Mas quando o Mister insiste e persiste nas suas escolhas, os adeptos nada podem fazer.
Nuno Melo é um verdadeiro tecnicista. Jovem e com margem de progressão. É o verdadeiro Ricardo Quaresma desta Liga. Infelizmente, nem sempre se adapta à equipa ou perde-se demasiado em fintinhas desnecessárias. Quando assim acontece, o mais provável é ir parar a clubes de menor nomeada estilo Génova.
sábado, 21 de março de 2009
Karate-Do
Hoje vi uns escassos minutos de uma demonstração de Karate na minha faculdade.
Achei engraçado o uso da faca na demonstração e umas espécies de shiho nage's e kotegaeshi's a serem aplicados. Assim como as chaves tradicionais ao género do hijikimeosae.
Desconhecia o uso de faca no Karate. Nem tão-pouco consegui descobrir que estilo de Karate era aquele.
Só nem sempre concordei com os timings/posicionamento aquando da aplicação das técnicas. Mas deve ser mania de "aikidoca", certamente.
A explorar...
Achei engraçado o uso da faca na demonstração e umas espécies de shiho nage's e kotegaeshi's a serem aplicados. Assim como as chaves tradicionais ao género do hijikimeosae.
Desconhecia o uso de faca no Karate. Nem tão-pouco consegui descobrir que estilo de Karate era aquele.
Só nem sempre concordei com os timings/posicionamento aquando da aplicação das técnicas. Mas deve ser mania de "aikidoca", certamente.
A explorar...
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Aikido,
Artes Marciais
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Frustrante (no mínimo)
Era só mesmo para partilhar esta minha frustração bloguista de que, após ter um post todo escrito, foi completamente apagado pelo Blogger. E porquê? Porque depois de o seleccionar por completo (usando o ctrl + shift e as setas), pasme-se, o texto evapora-se por completo. Fui testar novamente e ao fazer isto e clicando para baixo juntamente com o shift pressionado, tudo o que tiver seleccionado é apagado. Lógica disto, alguém explica? Isto é, o texto foi apagado sem ter sido clicada a tecla backspace ou a tecla delete. Fantástico portanto.
Mas o melhor está ainda para vir: ele faz auto saves, os chamados drafts. Ao que parece eu até tinha a coisa salva, mas, no segundo em que me lembro de ir aos drafts, eis que ele faz novo auto save, desta feita (guess what) sem qualquer texto. Resultado: o draft estava completamente em branco.
O texto era sobre a geração Y.
Tentei reescrevê-lo, mas não. Estava a tentar fazer uma cópia do que tinha acabado de escrever e, pelo menos comigo, não funciona assim. Não estava a ser a mesma coisa...
Uma pena. Até nem estava assim tão mau, modéstia à parte.
Fica para a próxima, se a inspiração assim mo permitir.
Para já contento-me com este desabafo.
PS: esta história do delete assim à papo seco, funciona só se se estiver a escrever usando o tab "Compose" (tenho isto em inglês). Se se usar o tab "Edit Html" a mesma técnica já não funciona. Para a próxima escreve-se aí, mas é!
Mas o melhor está ainda para vir: ele faz auto saves, os chamados drafts. Ao que parece eu até tinha a coisa salva, mas, no segundo em que me lembro de ir aos drafts, eis que ele faz novo auto save, desta feita (guess what) sem qualquer texto. Resultado: o draft estava completamente em branco.
O texto era sobre a geração Y.
Tentei reescrevê-lo, mas não. Estava a tentar fazer uma cópia do que tinha acabado de escrever e, pelo menos comigo, não funciona assim. Não estava a ser a mesma coisa...
Uma pena. Até nem estava assim tão mau, modéstia à parte.
Fica para a próxima, se a inspiração assim mo permitir.
Para já contento-me com este desabafo.
PS: esta história do delete assim à papo seco, funciona só se se estiver a escrever usando o tab "Compose" (tenho isto em inglês). Se se usar o tab "Edit Html" a mesma técnica já não funciona. Para a próxima escreve-se aí, mas é!
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Outros
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Epopeia pela Irlanda III
Terceira e última parte do texto de Pedro:
Prosseguindo com a viagem…
Seguimos para Dublin! Ainda não sei como julgar a cidade! Acho que em termos do que tem para oferecer a nível visual deixa muito a desejar, mas as experiências que nos oferece são bastante ricas!
Vou já despachar o visual… Museus, igrejas, galerias de arte, museus, campus universitário e um castelo peculiar (devido à mistura de estilos)! Pronto… Agora o restante… Primeiro consolidou toda a ideia da força do povo irlandês que já tinha em mente! Mas rapidamente me mergulhou numa mais dura realidade… a recessão económica que se faz sentir! Um pouco por todo o lado encontramos jovens como eu e tu (caso te enquadres neste escalão) a pedir na rua… e não… não é como alguns falsos que andam por aí a ver se conseguem meter a mão no bolso ao próximo! Naqueles olhos encontrava-se constrangimento, talvez vergonha até! Mas acima de tudo… conformidade com a situação! Ok… errei! Eles não pedem! Apenas agradecem genuinamente toda e qualquer ajuda! Peço desculpa pelo equívoco! Uma outra parte negra da cidade era um dos lados do rio… aí a droga era a palavra de ordem! Sorrateiramente eles mantinham ali um dissimulado casal ventoso! No entanto, nunca nos incomodaram!
Depois, encontramos uma outra face da realidade irlandesa! O interesse pela cultura! Lá podemos observar N lojas (algumas em segunda mão, outras nem por isso) de música, livros, instrumentos entre outras! E não se encontram vazias! Pronto, talvez esteja a exagerar, claro! Mas há uma atmosfera no ar! Nota-se que há interesse! Seja “auto-desejado” ou “introduzido” às pessoas!
De relevante acho que devo mencionar o facto de que nos instalámos num Hostel bem no coração do Temple Bar District! Para quem não sabe é (em termo relativos claro!) como o nosso bairro alto! Basicamente, toda a vida nocturna passa por ali! Sejam artistas de rua (um deles partilhava uma cama no nosso dormitório!), sejam turistas, sejam apenas transeuntes casuais! Os pubs sempre à pinha… sempre animados! Muitas canecas Guiness…

Permitam-me interromper aqui o raciocínio, pois recordei de uma imperdoável falha minha no que toca às atracções da cidade! A fábrica da Guiness! Pouco vou dizer sobre ela… Apenas que é altamente recomendável uma visita! Tanto para apreciadores como para não (os primeiros agradecem as cerveja que os segundos não bebem!)!!
Onde ia? Guiness… Ah sim! Ao erguer umas das muitas canecas encontramos uma curiosidade! O pub mais antigo da cidade fecha a venda de qualquer tipo de bebida alcoólica à meia-noite! É tramado para o nosso relógio biológico, mas tenho a certeza que para eles é perfeitamente normal e, algo que, ordeiro!
Continuando com a vida nocturna… música ao vivo é o que não falta! Pub ou bar que se preze tem sempre algum artista a actuar! Num pub até tinha um anúncio a dizer que o artista que fosse tocar teria cerveja por conta da casa como meio de pagamento! Acho que é uma metodologia de sucesso por aquelas partes! E desenganem-se… Lá não encontram corpos tombados no chão devido ao consumo excessivo! É tudo feito com muito controlo e respeito, isto, se ignorarmos as jovens universitárias que, devido às inúmeras festas temáticas, andavam histericamente de um lado para o outro! Claro que há sempre uma excepção ou outra, mas é como tudo na vida!
Algo de que nos apercebemos foi que à volta das grandes cidades é que se encontram as verdadeiras guloseimas turísticas! Portanto fomos até onde a carteira nos permitiu! O local escolhido foi Newgrange, um local a uma hora e meia de Dublin onde se encontram umas estruturas do Neolítico, ainda anteriores a Stonehenge… Um marco para as capacidades e ambições do Homem na altura! A paisagem nem se fala! Imaginem umas colinas verdes, uma chuva casual e um nevoeiro! Isto tendo em conta o sítio ancestral onde nos encontramos dá origem a um tipo de elo de ligação com o passado que é raro de obter! Um sítio a visitar sem dúvida! E bem dito cartão da faculdade que proporcionou um enorme desconto sobre as grandes atracções!

Posto isto, voltamos à capital para a noite despedida para gastar os últimos cartuchos! Foi uma viagem deveras importante para conhecer outras mentalidades e culturas! Ali encontramos um povo que sofreu imenso no passado, mas que sempre soube encarar o futuro da maneira que é necessária! De cabeça erguida! Lá não lamentam o passado, mas enaltecem-no e orgulham-se do caminho que percorreram! Acho que temos muito a aprender com eles! Prova disso é o facto de que com os mesmos fundos europeus eles desenvolveram-se a este nível e nós cá ficámos…
Adoro o meu povo, mas creio que temos orgulho e vaidade a mais! A Irlanda fica assim como um país marcante na minha vida e a visitar no futuro! Não se iludam! Há muita coisa para ver para além da capital e principais cidades! Talvez até estas sejam do que menos tenham para oferecer! A dica que deixo é: visitem o país de carro! Pode atrofiar o nosso hábito de conduzir pela direita, mas só assim se consegue tirar o prazer máximo de lá!
Acho que salientei os pontos que achei mais interessantes… podia falar nos cemitérios, mas acho que talvez seja um gosto demasiado pessoal e, como tal, deixo ao leitor descobrir por si próprio!
Só um facto curioso: lá, se não tiver idade legal tanto não pode consumir como não pode vender álcool! Peculiar, não?
PS: Fiúza, deves-me uma cerveja! :P
(Texto da autoria de Pedro)
Prosseguindo com a viagem…
Seguimos para Dublin! Ainda não sei como julgar a cidade! Acho que em termos do que tem para oferecer a nível visual deixa muito a desejar, mas as experiências que nos oferece são bastante ricas!
Vou já despachar o visual… Museus, igrejas, galerias de arte, museus, campus universitário e um castelo peculiar (devido à mistura de estilos)! Pronto… Agora o restante… Primeiro consolidou toda a ideia da força do povo irlandês que já tinha em mente! Mas rapidamente me mergulhou numa mais dura realidade… a recessão económica que se faz sentir! Um pouco por todo o lado encontramos jovens como eu e tu (caso te enquadres neste escalão) a pedir na rua… e não… não é como alguns falsos que andam por aí a ver se conseguem meter a mão no bolso ao próximo! Naqueles olhos encontrava-se constrangimento, talvez vergonha até! Mas acima de tudo… conformidade com a situação! Ok… errei! Eles não pedem! Apenas agradecem genuinamente toda e qualquer ajuda! Peço desculpa pelo equívoco! Uma outra parte negra da cidade era um dos lados do rio… aí a droga era a palavra de ordem! Sorrateiramente eles mantinham ali um dissimulado casal ventoso! No entanto, nunca nos incomodaram!
Depois, encontramos uma outra face da realidade irlandesa! O interesse pela cultura! Lá podemos observar N lojas (algumas em segunda mão, outras nem por isso) de música, livros, instrumentos entre outras! E não se encontram vazias! Pronto, talvez esteja a exagerar, claro! Mas há uma atmosfera no ar! Nota-se que há interesse! Seja “auto-desejado” ou “introduzido” às pessoas!
De relevante acho que devo mencionar o facto de que nos instalámos num Hostel bem no coração do Temple Bar District! Para quem não sabe é (em termo relativos claro!) como o nosso bairro alto! Basicamente, toda a vida nocturna passa por ali! Sejam artistas de rua (um deles partilhava uma cama no nosso dormitório!), sejam turistas, sejam apenas transeuntes casuais! Os pubs sempre à pinha… sempre animados! Muitas canecas Guiness…

Permitam-me interromper aqui o raciocínio, pois recordei de uma imperdoável falha minha no que toca às atracções da cidade! A fábrica da Guiness! Pouco vou dizer sobre ela… Apenas que é altamente recomendável uma visita! Tanto para apreciadores como para não (os primeiros agradecem as cerveja que os segundos não bebem!)!!
Onde ia? Guiness… Ah sim! Ao erguer umas das muitas canecas encontramos uma curiosidade! O pub mais antigo da cidade fecha a venda de qualquer tipo de bebida alcoólica à meia-noite! É tramado para o nosso relógio biológico, mas tenho a certeza que para eles é perfeitamente normal e, algo que, ordeiro!
Continuando com a vida nocturna… música ao vivo é o que não falta! Pub ou bar que se preze tem sempre algum artista a actuar! Num pub até tinha um anúncio a dizer que o artista que fosse tocar teria cerveja por conta da casa como meio de pagamento! Acho que é uma metodologia de sucesso por aquelas partes! E desenganem-se… Lá não encontram corpos tombados no chão devido ao consumo excessivo! É tudo feito com muito controlo e respeito, isto, se ignorarmos as jovens universitárias que, devido às inúmeras festas temáticas, andavam histericamente de um lado para o outro! Claro que há sempre uma excepção ou outra, mas é como tudo na vida!
Algo de que nos apercebemos foi que à volta das grandes cidades é que se encontram as verdadeiras guloseimas turísticas! Portanto fomos até onde a carteira nos permitiu! O local escolhido foi Newgrange, um local a uma hora e meia de Dublin onde se encontram umas estruturas do Neolítico, ainda anteriores a Stonehenge… Um marco para as capacidades e ambições do Homem na altura! A paisagem nem se fala! Imaginem umas colinas verdes, uma chuva casual e um nevoeiro! Isto tendo em conta o sítio ancestral onde nos encontramos dá origem a um tipo de elo de ligação com o passado que é raro de obter! Um sítio a visitar sem dúvida! E bem dito cartão da faculdade que proporcionou um enorme desconto sobre as grandes atracções!

Posto isto, voltamos à capital para a noite despedida para gastar os últimos cartuchos! Foi uma viagem deveras importante para conhecer outras mentalidades e culturas! Ali encontramos um povo que sofreu imenso no passado, mas que sempre soube encarar o futuro da maneira que é necessária! De cabeça erguida! Lá não lamentam o passado, mas enaltecem-no e orgulham-se do caminho que percorreram! Acho que temos muito a aprender com eles! Prova disso é o facto de que com os mesmos fundos europeus eles desenvolveram-se a este nível e nós cá ficámos…
Adoro o meu povo, mas creio que temos orgulho e vaidade a mais! A Irlanda fica assim como um país marcante na minha vida e a visitar no futuro! Não se iludam! Há muita coisa para ver para além da capital e principais cidades! Talvez até estas sejam do que menos tenham para oferecer! A dica que deixo é: visitem o país de carro! Pode atrofiar o nosso hábito de conduzir pela direita, mas só assim se consegue tirar o prazer máximo de lá!
Acho que salientei os pontos que achei mais interessantes… podia falar nos cemitérios, mas acho que talvez seja um gosto demasiado pessoal e, como tal, deixo ao leitor descobrir por si próprio!
Só um facto curioso: lá, se não tiver idade legal tanto não pode consumir como não pode vender álcool! Peculiar, não?
PS: Fiúza, deves-me uma cerveja! :P
(Texto da autoria de Pedro)
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domingo, 7 de dezembro de 2008
Validation
Vale a pena perder 15 minutos das vossas vidas a ver esta curta-metragem se vos arrancar pelo menos um sorriso.
Just smile!
Just smile!
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A queda
Fragmento de uma dissertação minha acerca do filme A queda, sobre os últimos dias de Adolf Hitler. Trabalho realizado para a faculdade.
[...]Naturalmente, todas as candidatas, nesta fase, estão nervosas, preocupadas em saber o mais ínfimo pormenor de etiqueta a ter com Hitler, como cumprimentá-lo, como se relacionar com ele, etc. Digo naturalmente, pois poder-se-á pensar que Adolf Hitler é um monstro, um ser hediondo e execrável mas afinal vemos que não passa de um ser humano vulgar, que é simpático e delicado com aquelas raparigas, gosta da sua cadela, ouve com alegria os filhos de Joseph Goebbels (29 de Outubro de 1897 - 1 de Maio de 1945) a cantar, agradece um favor, etc. Não obstante, é capaz de tomar a decisão mais inexorável contra toda a Humanidade e um povo. O dele próprio, inclusive. Foi um homem, vulgar, com a invulgaridade nefasta de criar uma ideologia onde a chacina e a exterminação de “raças impuras” fazem parte do dia-a-dia da sua governação.[...]
[...]Naturalmente, todas as candidatas, nesta fase, estão nervosas, preocupadas em saber o mais ínfimo pormenor de etiqueta a ter com Hitler, como cumprimentá-lo, como se relacionar com ele, etc. Digo naturalmente, pois poder-se-á pensar que Adolf Hitler é um monstro, um ser hediondo e execrável mas afinal vemos que não passa de um ser humano vulgar, que é simpático e delicado com aquelas raparigas, gosta da sua cadela, ouve com alegria os filhos de Joseph Goebbels (29 de Outubro de 1897 - 1 de Maio de 1945) a cantar, agradece um favor, etc. Não obstante, é capaz de tomar a decisão mais inexorável contra toda a Humanidade e um povo. O dele próprio, inclusive. Foi um homem, vulgar, com a invulgaridade nefasta de criar uma ideologia onde a chacina e a exterminação de “raças impuras” fazem parte do dia-a-dia da sua governação.[...]
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sábado, 29 de novembro de 2008
Checkpoint
Faz agora algum tempo, um aluno meu perguntou-me se o sensei X era melhor que o sensei Y, tendo ambos a mesma graduação (não me recordo dos sensei's em causa).
Isto é evidentemente muito discutível.
Nem o X é melhor que o Y nem vice-versa. São diferentes. Cada um com a sua interpretação própria do que é o aikido. Mas isto estamos a falar de senseis de topo.
Se falarmos em matéria de graduações, eu julgo que existem dois estádios (assim em muito grosso modo e de uma forma bem ampla): O estádio final, dos senseis de topo (vamos apontar para o 6º dan para cima, isto é, 6º nível de cinturão negro) e todos os outros, onde eu me incluo, evidentemente.
Ora, o que acontece é que um cinturão verde não é necessariamente melhor ou pior que um cinturão amarelo assim como um 2º dan não é necessariamente melhor ou pior que um 1º dan.
O que são as graduações no aikido? São meramente um "picar o ponto", indicativo de que já se alcançou mais um checkpoint. Estamos todos numa travessia, longa, por sinal, onde pelo caminho se vai adquirindo experiência e conhecimentos de forma à nossa prática, dentro e fora do tapete, ficar mais apurada. Com o passar do tempo, naturalmente, picar-se-á o ponto. Ao estilo rally, estão a ver?
Não significa que se é melhor ou pior. Significa que se chegou ali! O que certamente deu trabalho. Mas não é um certificado de competências, e bem. Esse julgamento ficará para cada um de nós.
A diferença, claro, está em que alguém que já tenha chegado ao checkpoint número 6 dos cinturões negros, depois de ter picado tantas vezes o ponto, depois de uma travessia tão longa, pode, com efeito, ir dando umas luzes do que nos ("todos os outros") espera à nossa frente. Pode guiar-nos por atalhos, pode conduzir-nos por caminhos mais fáceis ou até desatolar-nos caso não consigamos sair de um lamaçal em que nós próprios tantas vezes nos metemos.
Não há melhor nem pior. Há aikido.
Isto é evidentemente muito discutível.
Nem o X é melhor que o Y nem vice-versa. São diferentes. Cada um com a sua interpretação própria do que é o aikido. Mas isto estamos a falar de senseis de topo.
Se falarmos em matéria de graduações, eu julgo que existem dois estádios (assim em muito grosso modo e de uma forma bem ampla): O estádio final, dos senseis de topo (vamos apontar para o 6º dan para cima, isto é, 6º nível de cinturão negro) e todos os outros, onde eu me incluo, evidentemente.
Ora, o que acontece é que um cinturão verde não é necessariamente melhor ou pior que um cinturão amarelo assim como um 2º dan não é necessariamente melhor ou pior que um 1º dan.
O que são as graduações no aikido? São meramente um "picar o ponto", indicativo de que já se alcançou mais um checkpoint. Estamos todos numa travessia, longa, por sinal, onde pelo caminho se vai adquirindo experiência e conhecimentos de forma à nossa prática, dentro e fora do tapete, ficar mais apurada. Com o passar do tempo, naturalmente, picar-se-á o ponto. Ao estilo rally, estão a ver?
Não significa que se é melhor ou pior. Significa que se chegou ali! O que certamente deu trabalho. Mas não é um certificado de competências, e bem. Esse julgamento ficará para cada um de nós.
A diferença, claro, está em que alguém que já tenha chegado ao checkpoint número 6 dos cinturões negros, depois de ter picado tantas vezes o ponto, depois de uma travessia tão longa, pode, com efeito, ir dando umas luzes do que nos ("todos os outros") espera à nossa frente. Pode guiar-nos por atalhos, pode conduzir-nos por caminhos mais fáceis ou até desatolar-nos caso não consigamos sair de um lamaçal em que nós próprios tantas vezes nos metemos.
Não há melhor nem pior. Há aikido.
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Aikido
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Epopeia pela Irlanda II
Segunda parte do texto do Pedro:
Após uma estadia de dois dias seguimos para Cork e como as surpresas não quiseram esperar muito até nos atacarem… Fizemos uma descoberta que para nós foi quase desastrosa! A juventude irlandesa adora ir passar os fim de semanas fora! Para as grandes cidades! Não é altamente? Sim, eles têm o Student Traveling Card, mas podia haver iniciativas do género por terras lusitanas! Temos tantos sítios para descobrir… Enfim! Moving on…
Porque é que foi quase desastrosa? Por causa das pousadas… estavam todas lotadas! Tivemos que andar num frenesim à procura de sítio para ficar até que conseguimos negociar uma estadia num B&B (Bed & Breakfast, funciona tipo uma residencial, mas com algum “luxo”)… foi um autêntico chuto na carteira… 30€ por noite! No entanto pudemos experimentar o pequeno-almoço irlandês!
Bem bom! Parecido com o inglês, mas com feijão e black pudding (o phael que me lembre do que é, pois não me recordo se é tipo toucinho ou algo do género)! Completo e quente! Essencial para um dia naquelas terras!
Já mencionei as muitas surpresas? Pois bem! Depois de encontrado o sítio para dormir reparámos que chegamos a Cork em pleno festival de música folk! Ora bem… se a vida fora do trabalho já animada fora do trabalho, podem imaginar como é agora, certo? A organização do festival montou um palco numa das praças principais, arranjou bandas e o resto foi deixado às mãos do povo! Muita dança (da nossa parte inclusive) teve lugar! Mesmo quem não sabe ou tem jeito (como eu) sente-se em casa! O importante era divertir! E conseguiram atingir esse objectivo! (Quem me dera ter as fotos para vos ilustrar muita coisa…)
Da cidade propriamente dita não há muito para ver! Devido ao seu passado (da Irlanda em geral), encontramos, mai
s uma vez, diversas igrejas para visitar, um mercado inglês (que não pudemos visitar em todo o seu esplendor, isto é, a arrebitar de movimento e vida) e uma prisão… Mas espera! Há um episódio engraçado a relatar! O folk entranha-se em qualquer lado! Até nos sítios menos propícios! Estávamos de visita a uma igreja, quando lá dentro se ouve algo mais do que aquilo que seria de esperar… Um violino e… sim! Um acordeão! Era mais um evento inserido no festival! No entanto algo mais se movimentava dentro da igreja… os pés! Como as pessoas não podiam dançar abertamente (de certeza que o seu deus castigaria com fúria tremenda!), limitavam-se a acompanhar o ritmo contagiante com os pés! Ora, eu pessoalmente acho isto fantástico! O poder da música e a mentalidade de um povo… mais uma discussão para outra altura!
Resta-me apenas mencionar em Cork um segredo que possa escapar a alguns visitantes! Frente ao Colégio Universitário de Cork há um jardim! Não é um jardim qualquer… tem aquele feeling de Luís XIV! Ao sentar-mo-nos frente ao lago é impossível não imaginar outros tempos… todas as gerações que passearam por ali! As mulheres de há muitos séculos atrás a passear os seus vestidos pomposos, a aristocracia a deambular enquanto discutiam temas relevantes na sociedade! Claro que por outro lado não imagino estas cenas numa Irlanda conflituosa, mas não deixou de ser um local curioso e interessante!
(Texto da autoria de Pedro)
Após uma estadia de dois dias seguimos para Cork e como as surpresas não quiseram esperar muito até nos atacarem… Fizemos uma descoberta que para nós foi quase desastrosa! A juventude irlandesa adora ir passar os fim de semanas fora! Para as grandes cidades! Não é altamente? Sim, eles têm o Student Traveling Card, mas podia haver iniciativas do género por terras lusitanas! Temos tantos sítios para descobrir… Enfim! Moving on…
Porque é que foi quase desastrosa? Por causa das pousadas… estavam todas lotadas! Tivemos que andar num frenesim à procura de sítio para ficar até que conseguimos negociar uma estadia num B&B (Bed & Breakfast, funciona tipo uma residencial, mas com algum “luxo”)… foi um autêntico chuto na carteira… 30€ por noite! No entanto pudemos experimentar o pequeno-almoço irlandês!
Bem bom! Parecido com o inglês, mas com feijão e black pudding (o phael que me lembre do que é, pois não me recordo se é tipo toucinho ou algo do género)! Completo e quente! Essencial para um dia naquelas terras!
Já mencionei as muitas surpresas? Pois bem! Depois de encontrado o sítio para dormir reparámos que chegamos a Cork em pleno festival de música folk! Ora bem… se a vida fora do trabalho já animada fora do trabalho, podem imaginar como é agora, certo? A organização do festival montou um palco numa das praças principais, arranjou bandas e o resto foi deixado às mãos do povo! Muita dança (da nossa parte inclusive) teve lugar! Mesmo quem não sabe ou tem jeito (como eu) sente-se em casa! O importante era divertir! E conseguiram atingir esse objectivo! (Quem me dera ter as fotos para vos ilustrar muita coisa…)
Da cidade propriamente dita não há muito para ver! Devido ao seu passado (da Irlanda em geral), encontramos, mai
s uma vez, diversas igrejas para visitar, um mercado inglês (que não pudemos visitar em todo o seu esplendor, isto é, a arrebitar de movimento e vida) e uma prisão… Mas espera! Há um episódio engraçado a relatar! O folk entranha-se em qualquer lado! Até nos sítios menos propícios! Estávamos de visita a uma igreja, quando lá dentro se ouve algo mais do que aquilo que seria de esperar… Um violino e… sim! Um acordeão! Era mais um evento inserido no festival! No entanto algo mais se movimentava dentro da igreja… os pés! Como as pessoas não podiam dançar abertamente (de certeza que o seu deus castigaria com fúria tremenda!), limitavam-se a acompanhar o ritmo contagiante com os pés! Ora, eu pessoalmente acho isto fantástico! O poder da música e a mentalidade de um povo… mais uma discussão para outra altura!Resta-me apenas mencionar em Cork um segredo que possa escapar a alguns visitantes! Frente ao Colégio Universitário de Cork há um jardim! Não é um jardim qualquer… tem aquele feeling de Luís XIV! Ao sentar-mo-nos frente ao lago é impossível não imaginar outros tempos… todas as gerações que passearam por ali! As mulheres de há muitos séculos atrás a passear os seus vestidos pomposos, a aristocracia a deambular enquanto discutiam temas relevantes na sociedade! Claro que por outro lado não imagino estas cenas numa Irlanda conflituosa, mas não deixou de ser um local curioso e interessante!
(Texto da autoria de Pedro)
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Commuting
Pois é. Hoje estava eu no meu belíssimo processo de commuting (leia-se trajecto casa-emprego/escola ou vice-versa), tal como dizem os ingleses simplificadamente, quando sou perturbado por alguns, digamos, incidentes.
Muito simples: primeiro, no metro. Ao chegar à estação baixa-chiado o maquinista dá uma travagem daquelas em que quase deu para sentir forças G. Palavra de honra. Houve ali ainda segundo e meio em que pensei: pronto, vou desta para melhor. Enfim, parece que não aconteceu.
De seguida, já no comboio da CP, ainda este não tinha arrancado, uma senhora de meia idade começa aos berros com um outro senhor, por volta da mesma idade, por este estar a fumar à porta do comboio, estando o fumo a chegar aos passageiros.
Mas foi assim uma coisa de loucos. Palavra de honra. O que a senhora para ali disparatou! Com ou sem razão, já ninguém queria saber. Perguntei, inclusive, ao meu colega de comboio do lado, se me iam fazer algum desconto no 1,70€ que paguei de bilhete. Eu sempre pensei que aquele espectáculo não viesse incluído. Enfim.
No lado bom da moeda, vim para casa com os bilhetes do Sporting-FC Porto de domingo na mão, e conduzi pela primeira vez um Bayerische Motoren Werke. O que já não é mauzinho de todo.
(Obrigado ao Pedro. O da Irlanda não. Um outro. O Marques.)
Já estou como o José Nunes do Linha Avançada: Ooouuuuhhhhh!!!
Já só falta o Porsche agora, para poder dizer que conduzi toda a gama de carros alemães.
Um dia!
PS: E o Maybach também, pronto. Mas ok, esse não conta, vá.
Muito simples: primeiro, no metro. Ao chegar à estação baixa-chiado o maquinista dá uma travagem daquelas em que quase deu para sentir forças G. Palavra de honra. Houve ali ainda segundo e meio em que pensei: pronto, vou desta para melhor. Enfim, parece que não aconteceu.
De seguida, já no comboio da CP, ainda este não tinha arrancado, uma senhora de meia idade começa aos berros com um outro senhor, por volta da mesma idade, por este estar a fumar à porta do comboio, estando o fumo a chegar aos passageiros.
Mas foi assim uma coisa de loucos. Palavra de honra. O que a senhora para ali disparatou! Com ou sem razão, já ninguém queria saber. Perguntei, inclusive, ao meu colega de comboio do lado, se me iam fazer algum desconto no 1,70€ que paguei de bilhete. Eu sempre pensei que aquele espectáculo não viesse incluído. Enfim.
No lado bom da moeda, vim para casa com os bilhetes do Sporting-FC Porto de domingo na mão, e conduzi pela primeira vez um Bayerische Motoren Werke. O que já não é mauzinho de todo.
(Obrigado ao Pedro. O da Irlanda não. Um outro. O Marques.)
Já estou como o José Nunes do Linha Avançada: Ooouuuuhhhhh!!!
Já só falta o Porsche agora, para poder dizer que conduzi toda a gama de carros alemães.
Um dia!
PS: E o Maybach também, pronto. Mas ok, esse não conta, vá.
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domingo, 26 de outubro de 2008
Epopeia pela Irlanda I
Nota introdutória: Propus ao Pedro, meu amigo de infância, que relatasse as suas aventuras e desventuras em viagem à Irlanda, feita agora em Outubro com mais um punhado de amigos. Fica aqui o meu agradecimento ao Pedro por ter respondido positivamente ao meu desafio. A sua crónica estará dividida em partes; boas leituras.
O país do trevo, do paganismo, dos “verdes campos”, da Guinness, da chuva e da recessão económica (qual país foge a este título nos dias que correm?)… Enfim… o que esperar?
Pois bem! Um pouco de tudo, creio!
Aterramos com segurança no aeroporto e as primeiras diferenças fizeram-se notar ainda dentro do avião! A relva! A bela da relva a esvoaçar graciosamente ao sabor do vento… ou do vento ou das turbinas do avião! Mas o efeito é o mesmo e todas as imagens que sempre visualizamos do país e das suas belas encostas ganham ênfase!
Claro que de seguida fomos confrontados com a próxima e mais cruel diferença. O mesmo vento que tão suavemente agita a relva é gélido e faz questão de se entranhar nos ossos! Claro que homem (ou mulher) preparado vale por dois! Logo, agasalho para cima e ala que se faz tarde rumo ao interior do edifício!
E como estamos numa de diferenças… a língua! O Gaélico! Tenham medo ouvidos incautos! Dificilmente entendemos alguma coisa do nos foi dita em tal idioma e tivemos que dar a entender que o inglês convencional teria que servir… Assustei-vos? Acalmem-se… Eles falam inglês normalmente! Ainda não entendi qual é a segunda língua deles… se o gaélico ou se o inglês! Mas adorei o idioma! Lindo, melódico, fluído! Para os nerds de mundos fantásticos: fazia-me lembrar o élfico! Deveras encantador (em todo o sentido da palavra)!
Deixando as línguas de parte, tínhamos 4 objectivos a realizar neste país: visitar Killkenny (pronuncia-se mesmo como o do South Park), Cork, Galway, Dublin e uma terrinha nos arredores de Dublin, isto, por ordem de sequência. Com 10 dias para gastar tudo era possível!
Reparem no passado: digo “era”, pois não o fizemos… Tudo isto graças ao belo sistema ferroviário irlandês! (Já mencionei que sou extremamente irónico e sarcástico?) Ora bem, eles em vez de terem um sistema “redondo” (gosto de usar esta expressão) … não! Têm um ramificado a partir de uma origem! Sendo essa origem Dublin… Passo a explicar: estando em Cork, Galway ou Belfast para irmos a qualquer lado mais distante, nomeadamente uma destas cidades, temos que passar por Dublin! O problema reside no facto (toma lá acordo ortográfico!) de que, para além de perder tempo desnecessário, gasta-se mais dinheiro! Nós tínhamos adquirido um Interrail One Country Pass para facilitar isto tudo, nós tirando dois membros!
Assim, tivemos que riscar Galway, com extrema pena minha, dos planos! Nunca sei o que perdi, mas divago sobre o que podia ter visto!
Continuando… Assim chegámos e fizemo-nos a Kilkenny! Uma pequena cidade (vila, a meu ver) bastante acolhedora não fosse pela sua principal característica! Esta é uma cidade medieval, isto é, os seus habitantes trabalharam e ainda trabalham arduamente para manter o aspecto, tanto das fachadas como dos costumes, que em tempos foram reis e senhores por essas terras fora!

Ao passear pelas ruas, já devidamente habituados ao clima, podemos sentir de facto que há ali algo que não pertence a esta nova era! As lojas mantêm os letreiros em madeira como antigamente, desde aqueles que baloiçam aos fixos sobre as amplas janelas ao nível térreo, e sobre estas mesmas lojas e casas avistam-se outros “restos”… Algumas torres pertencentes a igrejas que ainda se encontram no activo, outras ao castelo, outras ainda às míticas abbey’s (para quem não sabe, creio serem estruturas associadas a templos/igrejas que manifestam a vontade de fazerem frente ao teste do tempo, claro que hoje comportam as cicatrizes dignas de tamanha batalha).
Tudo isto numa calma pouco típica! Pelo menos para nós… Poucos carros ouvimos e ocasionalmente lá abordaram aos nossos ouvidos música folk! Especialmente quando anoitece… quando anoitece… Permitam-me citar Arctic Monkeys: “They said it changes when the sun goes down… Around… here…”
E muda mesmo, aqui é que o povo irlandês se fez distinguir pela primeira vez! A partir das 19 horas começam a encher os pubs com vida! Nós estranhamos de início, pois ao que parece eles jantam um tanto ou quanto mais cedo do que nós! Por outro lado, a surpresa foi maior, porque ao visitar as mesmas ruas de noite reparamos no calor que emana de cada pub! É algo difícil de explicar, pois só quem está lá entende a força com que somos impelidos a entrar num para nos abrigarmos e confortarmo-nos na chama do convívio!
“O trabalho ficou para trás! No dia a seguir haverá mais!” É isto que imagino que ocorre nas cabecinhas daquelas pessoas! Eles regozijam-se na vida! Aproveitam algum do tempo que sobra para falarem, rirem, beberem, cantarem e dançarem! Tudo isto no seio da sua tradição! Tudo ao som da música folk!
É aqui que tenho pena de nós… do nosso povo… onde está o nosso elo com o passado? Estará com os idosos? Só pode… talvez a nossa tradição não seja propícia para o convívio… não sei nem me vou alongar neste assunto!
De mencionar que estas práticas realizam-se em qualquer dia da semana! Deveras impressionante…
E assim se passou em Kilkenny! Não se pode falar em grandes atracções, pois na realidade não as há! Temos um castelo, umas ruínas e pouco mais… Isto se não considerarem o modo de vida como uma atracção! Para mim foi… Deu-me um gozo enorme estar ali com eles a viver o momento!
(Texto da autoria de Pedro)
O país do trevo, do paganismo, dos “verdes campos”, da Guinness, da chuva e da recessão económica (qual país foge a este título nos dias que correm?)… Enfim… o que esperar?
Pois bem! Um pouco de tudo, creio!
Aterramos com segurança no aeroporto e as primeiras diferenças fizeram-se notar ainda dentro do avião! A relva! A bela da relva a esvoaçar graciosamente ao sabor do vento… ou do vento ou das turbinas do avião! Mas o efeito é o mesmo e todas as imagens que sempre visualizamos do país e das suas belas encostas ganham ênfase!
Claro que de seguida fomos confrontados com a próxima e mais cruel diferença. O mesmo vento que tão suavemente agita a relva é gélido e faz questão de se entranhar nos ossos! Claro que homem (ou mulher) preparado vale por dois! Logo, agasalho para cima e ala que se faz tarde rumo ao interior do edifício!
E como estamos numa de diferenças… a língua! O Gaélico! Tenham medo ouvidos incautos! Dificilmente entendemos alguma coisa do nos foi dita em tal idioma e tivemos que dar a entender que o inglês convencional teria que servir… Assustei-vos? Acalmem-se… Eles falam inglês normalmente! Ainda não entendi qual é a segunda língua deles… se o gaélico ou se o inglês! Mas adorei o idioma! Lindo, melódico, fluído! Para os nerds de mundos fantásticos: fazia-me lembrar o élfico! Deveras encantador (em todo o sentido da palavra)!
Deixando as línguas de parte, tínhamos 4 objectivos a realizar neste país: visitar Killkenny (pronuncia-se mesmo como o do South Park), Cork, Galway, Dublin e uma terrinha nos arredores de Dublin, isto, por ordem de sequência. Com 10 dias para gastar tudo era possível!
Reparem no passado: digo “era”, pois não o fizemos… Tudo isto graças ao belo sistema ferroviário irlandês! (Já mencionei que sou extremamente irónico e sarcástico?) Ora bem, eles em vez de terem um sistema “redondo” (gosto de usar esta expressão) … não! Têm um ramificado a partir de uma origem! Sendo essa origem Dublin… Passo a explicar: estando em Cork, Galway ou Belfast para irmos a qualquer lado mais distante, nomeadamente uma destas cidades, temos que passar por Dublin! O problema reside no facto (toma lá acordo ortográfico!) de que, para além de perder tempo desnecessário, gasta-se mais dinheiro! Nós tínhamos adquirido um Interrail One Country Pass para facilitar isto tudo, nós tirando dois membros!
Assim, tivemos que riscar Galway, com extrema pena minha, dos planos! Nunca sei o que perdi, mas divago sobre o que podia ter visto!
Continuando… Assim chegámos e fizemo-nos a Kilkenny! Uma pequena cidade (vila, a meu ver) bastante acolhedora não fosse pela sua principal característica! Esta é uma cidade medieval, isto é, os seus habitantes trabalharam e ainda trabalham arduamente para manter o aspecto, tanto das fachadas como dos costumes, que em tempos foram reis e senhores por essas terras fora!

Ao passear pelas ruas, já devidamente habituados ao clima, podemos sentir de facto que há ali algo que não pertence a esta nova era! As lojas mantêm os letreiros em madeira como antigamente, desde aqueles que baloiçam aos fixos sobre as amplas janelas ao nível térreo, e sobre estas mesmas lojas e casas avistam-se outros “restos”… Algumas torres pertencentes a igrejas que ainda se encontram no activo, outras ao castelo, outras ainda às míticas abbey’s (para quem não sabe, creio serem estruturas associadas a templos/igrejas que manifestam a vontade de fazerem frente ao teste do tempo, claro que hoje comportam as cicatrizes dignas de tamanha batalha).
Tudo isto numa calma pouco típica! Pelo menos para nós… Poucos carros ouvimos e ocasionalmente lá abordaram aos nossos ouvidos música folk! Especialmente quando anoitece… quando anoitece… Permitam-me citar Arctic Monkeys: “They said it changes when the sun goes down… Around… here…”
E muda mesmo, aqui é que o povo irlandês se fez distinguir pela primeira vez! A partir das 19 horas começam a encher os pubs com vida! Nós estranhamos de início, pois ao que parece eles jantam um tanto ou quanto mais cedo do que nós! Por outro lado, a surpresa foi maior, porque ao visitar as mesmas ruas de noite reparamos no calor que emana de cada pub! É algo difícil de explicar, pois só quem está lá entende a força com que somos impelidos a entrar num para nos abrigarmos e confortarmo-nos na chama do convívio!

“O trabalho ficou para trás! No dia a seguir haverá mais!” É isto que imagino que ocorre nas cabecinhas daquelas pessoas! Eles regozijam-se na vida! Aproveitam algum do tempo que sobra para falarem, rirem, beberem, cantarem e dançarem! Tudo isto no seio da sua tradição! Tudo ao som da música folk!
É aqui que tenho pena de nós… do nosso povo… onde está o nosso elo com o passado? Estará com os idosos? Só pode… talvez a nossa tradição não seja propícia para o convívio… não sei nem me vou alongar neste assunto!
De mencionar que estas práticas realizam-se em qualquer dia da semana! Deveras impressionante…
E assim se passou em Kilkenny! Não se pode falar em grandes atracções, pois na realidade não as há! Temos um castelo, umas ruínas e pouco mais… Isto se não considerarem o modo de vida como uma atracção! Para mim foi… Deu-me um gozo enorme estar ali com eles a viver o momento!
(Texto da autoria de Pedro)
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Ernâni Rodrigues Lopes
Eu que tenho o privilégio de ter aulas com este senhor, afirmo com toda a convicção: dá gosto ouvi-lo.
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
Isto é futebol...
Depois do Rui Patrício ter sofrido um golo fantástico, após livre batido por Bruno Alves, parece que alguns adeptos leoninos no estádio de Alvalade começaram a gritar pelo nome do Stojkovic.
Lembrei-me de imediato de um outro dérbi, disputado entre os clubes da 2ª circular. O ano era o de 2000. A jornada era a penúltima. O Sporting podia neste jogo ter sido campeão nacional, após um jejum de 18 anos. Tudo parecia perfeito para os leões, até que, já mesmo ao cair do pano, livre directo é marcado à entrada da área do Sporting. Sabry é quem iria bater. Frente a frente com nada mais nada menos que Peter Schmeichel, porventura um dos melhores guarda-redes de todos os tempos (aqui já em final de carreira). Sabry atira à baliza milimetricamente deixando o guardião dinamarquês pregado ao chão. O golo estava feito e o Sporting adiava assim o ansiado festejo do título para a última jornada, que viria a ganhar 0-4 frente ao Salgueiros.
Naquele momento, terão os adeptos e simpatizantes do Sporting gritado pelo nome de um outro qualquer guarda-redes? Certamente que não.
A diferença é que Schmeichel já nada tinha a provar aos adeptos do futebol, coisa que com o Patrício não acontece. Mas se é verdade que o jovem guarda-redes do Sporting já cometeu erros crassos custando, até, alguns pontos à sua equipa, também não é menos verdade que contestação a mais e gratuita não interessa nem à massa adepta do Sporting, nem à estabilidade emocional que o jogador precisa nesta fase da sua carreira.
Não há necessidade; a qualidade está lá.
Há que saber crescer lado a lado com o jogador. Neste momento não há outro. Stojkovic é uma carta fora do baralho, Tiago é o eterno suplente, e Ricardo Baptista é uma incógnita.
Certo é: nas últimas derrotas do Sporting, ou se quiserem, nos últimos golos sofridos pelo clube de Alvalade, não creio que Patrício tenha sido o principal ou único culpado.
Sportinguistas, não peguem por aí... Já está gasta, esta.
Fica aqui o melhor que consegui arranjar do golo do Sabry. Enjoy.
Lembrei-me de imediato de um outro dérbi, disputado entre os clubes da 2ª circular. O ano era o de 2000. A jornada era a penúltima. O Sporting podia neste jogo ter sido campeão nacional, após um jejum de 18 anos. Tudo parecia perfeito para os leões, até que, já mesmo ao cair do pano, livre directo é marcado à entrada da área do Sporting. Sabry é quem iria bater. Frente a frente com nada mais nada menos que Peter Schmeichel, porventura um dos melhores guarda-redes de todos os tempos (aqui já em final de carreira). Sabry atira à baliza milimetricamente deixando o guardião dinamarquês pregado ao chão. O golo estava feito e o Sporting adiava assim o ansiado festejo do título para a última jornada, que viria a ganhar 0-4 frente ao Salgueiros.
Naquele momento, terão os adeptos e simpatizantes do Sporting gritado pelo nome de um outro qualquer guarda-redes? Certamente que não.
A diferença é que Schmeichel já nada tinha a provar aos adeptos do futebol, coisa que com o Patrício não acontece. Mas se é verdade que o jovem guarda-redes do Sporting já cometeu erros crassos custando, até, alguns pontos à sua equipa, também não é menos verdade que contestação a mais e gratuita não interessa nem à massa adepta do Sporting, nem à estabilidade emocional que o jogador precisa nesta fase da sua carreira.
Não há necessidade; a qualidade está lá.
Há que saber crescer lado a lado com o jogador. Neste momento não há outro. Stojkovic é uma carta fora do baralho, Tiago é o eterno suplente, e Ricardo Baptista é uma incógnita.
Certo é: nas últimas derrotas do Sporting, ou se quiserem, nos últimos golos sofridos pelo clube de Alvalade, não creio que Patrício tenha sido o principal ou único culpado.
Sportinguistas, não peguem por aí... Já está gasta, esta.
Fica aqui o melhor que consegui arranjar do golo do Sabry. Enjoy.
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Futebol
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Cuidado com a língua!

O Cuidado com a Língua! está de volta à RTP 1 (segundas-feiras às 21h15, depois do Telejornal).
Programa educativo, com cerca de 10 minutos por episódio, aborda aspectos da língua portuguesa como seja os seus erros mais comuns (ou menos evidentes), explicações históricas de algumas forças de expressão e ainda uma rubrica de «português maltratado» por esse país fora.
Caso não tenham visto os episódios anteriores ou não tenham a possibilidade de acompanhar agora os novos, poderão fazê-lo aqui.
A não perder.
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Media
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Sem espinhas!

E foi assim, sem espinhas, que Roger Federer conquistou o US Open pelo 5º ano consecutivo após bater, na final, Andy Murray em três sets.
Depois de uma época francamente abaixo do que tem sido hábito por parte do ex-n.º 1 do ranking ATP (ainda assim com presença na final em dois Grand Slam e uma meia-final no Open da Austrália) acaba por redimir-se vencendo o último Grand Slam do ano.
Grande desilusão: Rafael Nadal, por nem à final ter chegado.
Metas para Federer em 2009: apontar baterias à reconquista do lugar cimeiro do ranking, e livrar-se, de uma vez por todas, da sua pedra no sapato, entenda-se, Roland Garros.
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Desporto
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Caso Scolari/Baía

Para quem diz que a "novela" Cristiano Ronaldo durou quase todo o Verão, mais precisamente antes, durante e após o Euro 2008 eis que surge mais um capítulo da "novela" Scolari/Baía; esta sim, bem ao estilo «Morangos com Açúcar» pois a verdade é que já lá vão 4 anos desde que o ex-guardião do FC Porto foi excluído da convocatória para o Europeu de 2004, sem qualquer explicação do então Seleccionador Nacional Luiz Felipe Scolari, parecendo não haver fim à vista, como se pode, aliás, ver nas edições online dos jornais "O Jogo" e "Record".
À partida tudo parecerá normal - afinal de contas, de que viverá a imprensa desportiva sem todo este habitual gossip? - não fosse o Vítor Baía, actualmente, director das Relações Externas do FC Porto. É que, ao que parece, Baía chamou "cobarde" a Scolari por este continuar a não dar satisfações do porquê da sua exclusão, em opinião daquele, prematura.
Ora, a única questão que me veio a cabeça foi: mas será compatível uma idiossincrasia (ainda) melindrada como a do Baía com uma posição como a de Relações Externas? Será bom para a saúde do FC Porto? Será bom para a saúde de Vitor Baía como dirigente desportivo?
Não esqueçamos que, hoje, já não é o guarda-redes Vítor Baía num «ping-pong» com o Seleccionador Nacional; mas sim um dirigente de um clube de futebol - com peso na cena europeia e internacional - numa troca de galhardetes com um treinador de outro clube igualmente com peso na cena do futebol. Sem esquecer, ainda, que o agora clube de Scolari (Chelsea FC) levou, no passado recente, alguns jogadores do FC Porto como foram os casos de Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, e agora Bosingwa, todos eles por somas consideráveis...
Scolari esse, afirma e continuará a afirmar que "voltava a fazer as mesmas escolhas"...
Facto é: fez-se mais umas capas de jornais à conta desta "novela".
P.S.: será que Romário ainda «melga» também o Felipão pedindo-lhe satisfações pela não convocatória do Mundial 2002, ganho esse ano pelo Brasil?
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